terça-feira, 2 de abril de 2013

SOILWORK





O Soilwork é uma das bandas referenciais do estilo que se convencionou chamar de melodic death metal. Muito se associa igualmente a uma "New Wave" (em alusão à NWOBHM inglesa, dos anos 80), que seria o novo Gothenburg Sound - haja visto que esse death melódico teve seu auge na Suécia do meio dos anos 90 para os anos 2000.


Podemos especular sobre o surgimento real do estilo. Apontarão para bandas desde Pantera, passando pelo Entombed, pelo icônico Carcass, e pelo que seria a "vanguarda" sueca da cena, com bandas como At The Gates, Dark Tranquility e Meshuggah (que viria a apontar seu som para algo mais apoteótico, avant garde).



Do final dos anos 90 em diante, quem indubitavelmente ocupou um (justo) lugar de destaque na cena aqui tratada, foi o SOILWORK.



Ganharam a saudável "concorrência" de outras bandas que também trataremos aqui, por sua contundência e criatividade próprias, como o fortíssimo compatriota In Flames e o despojado Children Of Bodom, da Finlândia.


Mas, mesmo dentre as citadas, o Soilwork se destacou. O que é ótimo, pois sempre que um "movimento" é formado, há a comodidade de se cair em "fórmulas" prontas, bandas soam muito iguais, e o que seria uma saudável 'influência' leva a cópias descaradas (às vezes, de si mesmos).


Não foi o que ocorreu com as bandas aqui referidas, tampouco com o excelente Soilwork. Com muita personalidade, esses suecos conquistaram notoriedade com o ótimo "A Predator's Portrait" (2001). Vale dizer que à época o movimento citado já se consolidava, e o Soilwork realmente usou uma medida certa entre agressividade, modernidade, letras e melodia, o que lhes permitiu o devido destaque.



O passo seguinte é que foi genial. "Natural Born Chaos" (2002), talvez como o título apontava, trouxe um Soilwork único, apoteótico, extremo. A ilustre participação de Devin Townsend não era mera coincidência, já que o grupo realmente se aproximou de seu som complexo e vanguardista, e mesmo do de sua banda principal, o Strapping Young Lad.



"Figure Number Five" (2003) foi o Soilwork em sua essência, mantendo o merecido sucesso da banda. Em 2005, um trabalho mais direto não foi tão bem recebido, embora tenha seus toques experimentais - me refiro ao injustiçado "Stabbing The Drama", pois se trata de uma obra original e que poderia ser facilmente colocada entre as principais da carreira dos suecos.



Por fim, a banda resolveu de vez assumir um lado mais grandioso, alternando entre sua essência melódica e moderna, mas com os toques caóticos de outrora, resultando no extremo "Sworn To A Great Divide" (2007) e nos gigantes "The Panic Broadcast" (2010), e o atual disco duplo, "The Living Infinite" (2013).


Tenho minhas ressalvas quanto aos últimos discos. Ousados, pela proposta grandiosa, mas sob o risco de estarem se tornando maçantes - a despeito de toda a garra, técnica e complexidade empregadas. Até por esses salutares fatores, os coloco na linha de frente da nova vanguarda metálica. São das bandas que "ditam as regras" atualmente, com autoridade e com justiça.


Mas, com tanta riqueza que já mostraram no passado, e ainda mostram - e, ainda, comparando com outros artistas de estilo semelhante - sinto que o Soilwork tem capacidade e criatividade de irem ALÉM do que estão fazendo... de lançar algo realmente histórico.



É o meu palpite. Por ora, temos este ótimo e recomendável "The Living Infinite".




http://www.soilwork.org/

http://en.wikipedia.org/wiki/Soilwork





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