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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

FROM THE HEART: Skid Row - "Slave To The Grind" (1991)






"I won't be the one left behind
Can't be king of the world
If you're slave to the grind"



Skid Row - "Slave To The Grind" (1991)




domingo, 20 de julho de 2014

PLAY: Sebastian Bach, Neal Schon, Adrenaline Mob





Voltamos a discutir alguns lançamentos do Hard Rock deste 2014, seguindo o que já fizemos com os ótimos KXM e WINGER - sendo que, junto deste último, apontamos igualmente os competentes e empolgantes álbuns do BROTHER FIRETRIBE e do H.E.A.T.



Retornamos com o play do indispensável SEBASTIAN BACH. Já tratamos de sua importância e fizemos um resumo de sua ótima carreira (aqui), que agora ganha este novo capítulo.

Infelizmente, como já foi lançado há alguns meses, já temos a repercussão do trabalho, e ela NÃO foi boa. Fãs e mídia desceram a lenha no disco - e, a nosso ver, o fizeram de modo INJUSTO.


Já tratamos de Sebastian aqui. Fez história com o Skid Row, emprestou sua privilegiada voz a grandes projetos, alcançou até mesmo a Broadway... e sua atual carreira solo foi bombástica desde o início, tendo em "Angel Down" (2007) seu ponto mais alto e sólido. Também anotamos que claramente sua carreira foi voltada a um Hard aliado a um moderno Heavy Metal, ao que as incursões metálicas do novo disco não podem ser tidas como demérito.


As críticas poderiam ser focadas em sua voz, que, na recente turnê de "Kicking & Screaming", deu sinais claros de esgotamento. Entretanto, em estúdio, não é o que se nota - logo, novamente, não subsistindo as críticas ao material.


O último dos pontos seria eventual "falta de originalidade". Porém, trabalhando a voz em estúdio, e ao lado de uma excelente banda de apoio, Sebastian ainda tem muito o que mostrar. Especialmente quando se aventura em canções propriamente Heavy, algumas trazendo toda uma aura mais arrastada e cortante, que sempre caíram muito bem com sua versátil voz. Não, não é um primor de originalidade... mas cobrar isso dele, a essa altura, e sendo este apenas seu 3º disco solo... nos parece exagero da crítica.



Vale a ouvida:

Sebastian Bach - "Give 'Em Hell" (2014)









A segunda boa surpresa de 2014, também de um monstro do porte dos citados Kip Winger e Sebastian Bach, é a empreitada solo de NEAL SCHON (Journey).


Disco maduro e que remete ao melhor de sua banda principal, contando com o apoio e vocais de MARCO MENDOZA (Thin Lizzy, Blue Murder, Whitesnake, Soul Sirkus) e do familiar baterista DEEN CASTRONOVO (Journey, Steve Vai, Tony MacAlpine, Soul Sirkus).



Sim, é praticamente um disco do sempre louvável Journey.



E vale muito a pena:

Neal Schon - "So U" (2014)









Por fim, um destaque um tanto NEGATIVO. Mais uma banda que se perde com a saída do mestre Mike Portnoy, o promissor ADRENALINE MOB lança um disco pouco inspirado para ser o segundo de sua carreira, sucessor do excelente e inovador "Omertá" (2012).


Sim, você ainda encontra aqui as gordas guitarras, o peso e a pegada quase hard do supergrupo (que ainda conta com Russel Allen e Mike Orlando). Porém, já sem a mesma inspiração e capacidade criativa. Faltou ousadia para um segundo e maior passo na carreira.


Parece incoerência cobrar inovação do Adrenaline, se não fizemos o mesmo com Bach ou Schon acima. Porém, tratam-se de artistas já clássicos, em que cabe avaliar se são artistas em forma e capazes de lançar algo no todo empolgante e condizente com carreiras tão vitoriosas - o que avaliamos que SIM!


Já para uma banda nova como o Adrenaline, acomodação logo no 2º disco soa preocupante, e aguardamos por uma virada na trajetória do competente e estrelado grupo - como o alto voo que os vimos alçar em sua já clássica estreia.



Adrenaline Mob - "Men Of Honor" (2014)








http://www.sebastianbach.com/

http://www.schonmusic.com/
http://www.journeymusic.com/
http://www.marcomendoza.com/
http://www.deencastronovo.net/

http://adrenalinemob.com/



quarta-feira, 13 de março de 2013

SEBASTIAN BACH





Sebastian Bach fez história nos ótimos discos do Skid Row. Apresentava uma voz cortante e versátil, baseada num Hard agressivo, que não marcou apenas a cena Glam, mas, muito além, se aproximou do Heavy.


Mas poucos exaltam sua carreira após o Skid Row. De fato, os que acompanham de longe acreditam que Bach se limita a fazer turnês revivendo os clássicos de sua ex-banda (o que não é totalmente mentira). Porém, comete-se uma grande injustiça com o que esse verdadeiro mito andou lançando do fim dos anos 90 para cá.


A começar pelo ótimo disco do THE LAST HARD MEN, autointitulado, um supergrupo ao lado de membros do Frogs, Breeders e Smashing Pumpkins. A salada musical surgida resultou num todo muito empolgante, e bastante original. Uma pena ter passado batido, assim como uma pena terem lançado apenas um álbum. Altamente recomendável!


Falando em originalidade, foi ao lado do genial Henning Pauly que realizou a segunda parte do projeto FRAMESHIFT, em 2005. O lindo disco "An Absence Of Empathy" sucedia o também ótimo "Unweaving The Rainbow" (2003), com os vocais de James LaBrie (Dream Theater). Sebastian surpreendeu, cantando muito, num disco denso, conceitual, e deixando uma essência Hard num álbum essencialmente progressivo, e bastante criativo.


Após essas duas empreitadas pouco usuais, voltou a fazer o que mais sabe. E fez com maestria: dois discos solo arrebatadores, seguidos de vitoriosas turnês e com uma banda sempre altamente competente (tocam com ele nomes como o prodígio das baquetas Bobby Jarzombek, o exímio baixista Steve DiGiorgio, além de Johnny Chromatic e Metal Mike Chlasciak).

Em "Angel Down" (2007), participações de Axl Rose e Steven Tyler abrilhantaram a volta de Bach a um excelente e empolgante Hard/Heavy. Rasgado, revigorante, o disco é um show que, não exageradamente, se compara aos discos do próprio Skid Row.

Mais contido, mas contendo suas candidatas a novos 'clássicos', "Kicking & Screaming" (2011) também representa todo o estilo característico de Sebastian, que não deixa de soar como o movimento oitentista atualizado - sem perder em peso ou contundência. Afora, claro, o vozeirão da figura, que segue impecável.


Este blog recomenda a carreira solo e os projeto de Sebastian Bach, um cara que sempre deu um toque diferente ao Hard Rock e não pode (ou não deveria) passar despercebido. Aguardamos álbuns inspirados como os já lançados.


http://sebastianbach.com/

http://en.wikipedia.org/wiki/Sebastian_Bach