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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

PLAY: Jamila Woods, Leyla McCalla, Madonna, Sharon Van Etten, Solange, Weyes Blood





Mulheres de 2019:



JAMILA WOODS


Em seu segundo álbum, a guria segue a linha inovadora e dinâmica de outras musas modernas da letra J, como Janelle e Jorja, mas mostrando muita personalidade:


Jamila Woods - "Legacy! Legacy!" (2019)







LEYLA McCALLA


A união com Rhiannon Giddens, Amythyst Kiah e Allison Russell no álbum de estréia do "Songs Of Our Native Daughters" já seria o bastante, mas Leyla encontrou tempo para lançar um dos discos mais lindos e instigantes do ano:


Leyla McCalla - "Capitalist Blues" (2019)








MADONNA


Nunca falamos de Madonna aqui no blog, talvez até porque falta-lhe um disco de real impacto neste século. Em geral, um par de boas músicas rodeadas de mediocridade. Uma cantora com sua importância e influência, a essa altura, podia arriscar mais. Vale uma ouvida curiosa:


Madonna - "Madame X" (2019)








SHARON VAN ETTEN


Sharon retorna no melhor disco de sua carreira, confira:


Sharon Van Etten - "Remind Me Tomorrow" (2019)








SOLANGE KNOWLES


Outra que lança seu álbum mais maduro e empolgante até aqui, onde participam nomes como Tyler The Creator, Sampha, Panda Bear, Metro Boomin, Steve Lacy e  Raphael Saadiq:


Solange - "When I Get Home" (2019)








WEYES BLOOD


Arriscaríamos dizer que também é o melhor de sua carreira, mas todos seus discos são lindos. Este, certamente, vai para o topo da lista de melhores de 2019:


Weyes Blood - "Titanic Rising" (2019)








terça-feira, 28 de agosto de 2018

PLAY: Jack White, Kali Uchis, Nine Inch Nails, Steve Perry, Teyana Taylor






Saindo dos campos mais pesados, vamos dar uma geral no que ocorre no pop/rock mundial:



JACK WHITE


Após duas das melhores obras desta década, o fenomenal JACK WHITE ataca com seu terceiro disco solo, mais contido em inovações, mas mantendo seu alto padrão:


Jack White - "Boarding House Reach" (2018)








KALI UCHIS


Eis o álbum deste ano, seu primeiro completo de estúdio, contendo a faixa "After The Storm", ao lado de Tyler The Creator e ninguém menos que Bootsy Collins. Na produção, também nomes de ponta como Badbadnotgood e Thundercat. Talvez não seja o ápice criativo que se esperava, mas é uma bela revelação entre as vozes femininas:


Kali Uchis - "Isolation" (2018)








NINE INCH NAILS


Após dois excelentes EPs, "Not The Actual Events" (2016) e "Add Violence" (2017), Trent Reznor retorna com álbum completo de seu grupo principal após cinco anos, em uma pegada bem mais soturna e pesada que o (também ótimo) trabalho anterior, "Hesitation Marks" (2013):


Nine Inch Nails - "Bad Witch" (2018)








STEVE PERRY


Retorno inesperado de uma das grande vozes do hard/AOR. A primeira música já agrada os ouvidos de quem sempre apreciou Journey e sua carreira solo:


Steve Perry - "Traces" (2018)








TEYANA TAYLOR


Agora apadrinhada por Kanye West, o segundo disco da garota faz parte da sequência megalomaníaca de West produzindo nomes como Pusha T, NAS, Kid Cudi, além de seu próprio novo trabalho solo, "Ye". Assim como a citada Kali, não esbanja originalidade, embora seja mais um bom disco de 2018:


Teyana Taylor - "K.T.S.E." (2018)








domingo, 7 de agosto de 2016

PLAY: Gucci Mane, Kanye West, Kendrick Lamar, NAS, Schoolboy Q





O blog está há algum tempo sem falar da cena hip hop, desde o especial em duas partes (I & II) e a lista de destaques em 2015. Mas vamos a algumas pitadas do ano corrente:



GUCCI MANE

Conforme destacamos aqui, o rapper se manteve ultraprodutivo. Mas é agora, com sua saída da prisão em 2016, que lança o novo álbum de estúdio:


Gucci Mane - "Everybody Looking" (2016)












KANYE WEST


Destacamos por aqui, algumas vezes, a sagacidade de Kanye em lançamentos como "My Beautiful Dark Twisted Fantasy" (2010) e "Yeezus" (2013). Bem menos inspirado, nos chegou este novo lançamento em 2016...


Kanye West - "The Life Of Pablo" (2016)










KENDRICK LAMAR

O rei do hip hop atual, e com muitos méritos após o aclamado - inclusive por aqui - "To Pimp A Butterfly" (2015), eis que Kendrick retorna com um já bem sucedido apanhado de b-sides:


Kendrick Lamar - "untitled unmastred." (2016)













Mestres se unem nesta imperdível trilha sonora:


"The Land" (OST) (2016)
















SCHOOLBOY Q


Sucessor do ótimo "Oxymoron", de 2014:


Schoolboy Q - "Blank Face LP" (2016)









terça-feira, 21 de abril de 2015

PLAY: Kanye West, Big Sean, Tyler The Creator






Kanye West ainda não lançou disco em 2015, mas já encaixou duas vitoriosas parcerias em dois grandes álbuns deste 2015:



Big Sean - "Dark Sky Paradise" (2015)







Tyler The Creator - "Cherry Bomb" (2015)













terça-feira, 27 de janeiro de 2015

SPECIAL: Hip Hop atual (II)





(veja parte I)






16. KILLAH PRIEST



Associado ao Clan, pode ser colocado na vanguarda atual do estilo, lançando alguns dos trampos mais interessantes na cena da última década. Certamente a insana saga a seguir contribuiu para a notável discografia do rapper:


Killah Priest - "The Psychic World Of Walter Reed" (2013)











17. KILLER MIKE



(falamos aqui, aqui e aqui)

Dispensando apresentações, a produtiva parceria com El-P (que também explodiu com o excelente "Cancer 4 Cure" de 2012) gerou o disco abaixo, além do muitíssimo bem sucedido e genial projeto RUN THE JEWELS, na vanguarda do que há de mais agressivo, inovador e contestador do rap atual:


Killer Mike - "RAP Music" (2012)











18. MADLIB



O inspiradíssimo produtor de instigantes projetos, já se uniu a MF Doom no ousado "Madvillainy" (2004), em seu trabalho mais famoso, dentre tantas parcerias e produções. Chega em 2014 com o elogiadíssimo projeto com Freddie Gibbs, e não pára por aí:

Freddie Gibbs & Madlib - "Piñata" (2014)










19. MARCO POLO




O produtor canadense passou um tanto despercebido em 2013 com um disco que, além de forte, valia só por ter reunido nomes do porte de Rakim e Big Daddy Kane, dentre outros mestres. Vale o destaque:

Marco Polo - "Newport Authority 2" (2013)











20. MF DOOM




Voltando a falar dos inovadores do estilo, o criativo e inconfundível MF DOOM vem se aventurando mais em parcerias e novos pseudônimos, com destaque para a união com nomes como Masta Ace e Ghostface Killah (aguardado em 2015). Nos últimos anos, este projeto ao lado de Jneiro Jarel foi o que mais instigou a audiência, sem dúvida alguma - na alcunha de JJ DOOM, que em 2014 lançou ainda o ótimo EP "Bookhead":


JJ Doom - "Key To The Kuffs" (2012)













21. MIKE LADD



Outro dos pouco falados, já possui sólida discografia. Algumas parcerias com o pianista Vijay Iyer trouxeram alguns dos mais belos trabalhos dos últimos anos, como no caso de "Holding It Down: The Veterans' Dreams Project" (2013). Na carreira solo, aguarda-se (o já demorado) sucessor do ótimo:

Mike Ladd - "Kids And Animals" (2011)












22. MOS DEF



Seguindo produtivo, Yasiin Bey chegou até a reunir o BLACK STAR, com os 15 anos da clássica obra de 1998, ao lado de Talib Kweli. Mas incrível mesmo foi a surpreendente "parceria" com Marvin Gaye em pleno 2014 num empolgante mash up, em duas partes, do hip hop com o black/soul:

Mos Def - "Yasiin Gaye: The Departure / The Return" (2014)











23. NAS



Nasir Jones jamais decepciona. Nos 20 anos de "Illmatic" (já falamos aqui), segue forte com discografia sólida e sempre inventiva. Em seu último ataque, lançou um dos grandes discos do rap daquele ano - e o mesmo se espera para 2015:


Nas - "Life Is Good" (2012)












24. PUBLIC ENEMY



Se o assunto é clássico, e se pedimos por agressividade, criatividade e letras conscientes, porque não beber diretamente da fonte? Ainda produtivo neste século, após certo hiato o grupo surpreendeu em 2012 com DUAS ótimas obras, que parecem ter se perdido em meio ao mar de bons lançamentos do estilo. Um pecado, diante do fato de o grupo não só ser o guia de todos que depois surgiram, mas também ainda mandar muito bem:

Public Enemy - "Most Of My Heroes Still Don't Appear On No Stamp" (2012)











25. THE ROOTS



(falamos aqui, aqui e aqui)

O coletivo não perde tempo, parcerias na TV, em estúdio (caso do lindo disco ao lado de Elvis Costello, sempre citado por aqui), e nos autênticos discos do grupo, que em 2014 teve novo capítulo brilhantemente escrito em "... And Then You Shoot Your Cousin". Tarefa árdua apontar um só destaque em tão rica discografia dos anos 90 para cá:


The Roots - "Undum" (2011)












26. SHABAZZ PALACES



Em outra pérola de 2014, o disco do grupo visitou as altas posições nas listas de melhores do ano, e não foi por acaso. Sofisticado e original, é mais um disco (obrigatório) da bela safra tema desta matéria.


Shabazz Palaces - "Lese Majesty" (2014)












27. TECHN9NE



Technine é insano, musicalmente ousado e agressivo, flerta com experimentalismos e força barreiras, além de ser intensamente produtivo com discos, EPS e parcerias. Vanguardista por um lado (à frente da Strange Music), muitas vezes as letras e jeito despojado parece não ser feito para ser levado a sério. Mas quando se bota um disco no play, é certeza de que irá se surpreender, como foi o caso deste:


Tech N9ne - "Something Else" (2013)














28. TYLER THE CREATOR



Até a belíssima obra de Frank Ocean, citada na parte anterior, atingir o nível que atingiu, apostava-se que Tyler The Creator, inventivo e mais agressivo, fosse o membro mais instigante do Odd Future. Mas também não se errou em pensar isso. Tyler tem personalidade (o que vem desde seu próprio estilo de ser) e libera discos que valem muito a viagem de ouvir, com destaque para:

Tyler The Creator - "Wolf" (2013)












29. WU TANG CLAN



Com reunião já anunciada e liberando pequenas pérolas, é inexplicável como chegou finalmente o ano de 2014 com lançamento do Clan, sem que a devida repercussão fosse dada à (ótima) nova obra...

Wu-Tang Clan - "A Better Tomorrow" (2014)












30. YOUNG FATHERS



O premiado "Dead" de 2014 parece ter dado novo status ao ótimo grupo.


Young Fathers - "Dead" (2014)









*** Uma das teclas em que mais se bateu ao longo das duas partes desta singela matéria foi, sem dúvida, o fato de obras de artistas tão grandiosos e primordiais como Wu Tang Clan, NAS, Public Enemy, dentre outros, terem passado tão batidos por mídia e público. Trabalhos de gente consagrada, mas que ainda soam como grandes obras, diga-se. Não há decadência. Ao contrário, o estilo encontra-se fértil como nunca, embora ainda demasiadamente no underground. Vale olhar para o - recente - passado, de um estilo ele mesmo recente, ver que os grandes nomes ainda vivem auges, e sem fechar os olhos ao que volta a tomar corpo: um gigante como Kanye, no mainstream, visitando o experimental... um gigante chamado Run The Jewels abalando a cena com justificada hype causada por dois discos já referenciais... mas ir além, pois são apenas pontas de icebergs, de uma cena toda ela sofisticada e muito produtiva, pois tem  muito a dizer.