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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

PLAY: Anguish, Beanpole, Black Peaks, Black Thought, Nicolas Jaar, Pigs7x






O blog retorna um pouco ao recente post sobre 2018 e destaca (mais) alguns pontos fortes do ano já encerrado, antes de adentrar nessa batalha sem fim e sempre impossível que é cobrir os diversos lançamentos dentro do mesmo ano:





ANGUISH


Simplesmente, a dupla responsável pelo Dälek, sendo o próprio (Will Brooks) ao lado do instrumentista Mike Mare, se uniram a membros do Fire! (do mestre absoluto Mats Gustafsson, além do baterista Andreas Werliin) e ao membro fundador do icônico alemão Faust, o tecladista Hans Joachim Irmler, de 68 anos. No finalzinho do ano em que o The End roubou a cena, eis que Gustafsson, conforme alertamos aqui, não parou e lançou este épico:


Anguish - "Anguish" (2018)









BEANPOLE


Por não levar o nome de sua banda principal, o Primus, e nem mesmo seu próprio nome ou alguma referência a ele, passou batido esse sensacional projeto do mago criativo do baixo Les Claypool. O projeto remonta aos anos 90, e ao lado de Larry LaLonde (Primus) e dos colegas do também grupo noventista The Spent Poets, foi reavivado por ninguém menos que Sean Lennon, após o insano projeto The Claypool Lennon Delirium. Pérola:


Beanpole - "All My Kin" (2018)









BLACK PEAKS


Quando se misturam rótulos que vão do metal progressivo ao já banalizado "post" ou "math" rock/metal, um grupo precisa investir em personalidade e diversidade para se destacar. É o que ocorre no segundo trabalho destes ingleses, soando intensos e originais do começo ao fim, num disco sem defeitos e num amálgama de influências. Não passe sem conferir:


Black Peaks - "All That Divides" (2018)









BLACK THOUGHT


Já no final do ano, uma das mentes criativas do The Roots ataca com dois projetos. O primeiro volume, um EP ao lado de 9th Wonder, instiga... mas é neste segundo volume que o bicho pega:


Black Thought & Salaam Remi - "Streams Of Thought, Vol. 2" (2018)









NICOLAS JAAR


Incrível coleção paralela de sons deste mestre moderno da música eletrônica, sob a alcunha de Against All Logic:


A.A.L. - "2012 - 2017" (2018)









PIGS PIGS PIGS PIGS PIGS PIGS PIGS


Banda inglesa que junta riffs poderosos, caóticos, hipnóticos, à sujeira habitual do rock'n roll. A personificação sonora de "A Revolução dos Bichos" de George Orwell:


Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs - "King Of Cowards" (2018)








segunda-feira, 17 de outubro de 2016

PLAY: Anaal Nathrakh, DJ Shadow, Living Colour, Neurosis, Snakeskin





ANAAL NATHRAKH



Já tratamos deles por aqui, quando do último lançamento do grupo, "Desideratum" (2014). Seguem a fórmula grandiloquente, caótica e visceral, que os coloca entre os melhores grupos do metal extremo moderno:



Anaal Nathrakh - "The Whole Of The Law" (2016)














DJ SHADOW


Já falamos algo do mundo do rap em 2016 (confira aqui e aqui), mas nunca é demais. DJ Shadow é responsável por um dos grandes clássicos do hip hop noventista, o referencial "Endtroducing....." (1996). Após um hiato que vinha desde 2011, o novo disco traz essa excelente parceria com um dos favoritos aqui do blog, o insano Run The Jewels:


DJ Shadow - "The Mountain Will Fall" (2016)














LIVING COLOUR


Desde o ano passado é anunciado o novo disco de uma das bandas favortias da casa, Living Colour (ver aqui e aqui). Entretanto, ainda não será dessa vez que "Shade" verá a luz do dia. No entanto, o EP com a música do clipe abaixo, cover inusitado de Notorious B.I.G., conta com a participação de nomes como Chuck D., Prodigal Sunn, Black Thought, Pharoahe Monch e Kyle Mansa:


Living Colour - "Who Shot Ya?" (EP) (2016)














NEUROSIS


Banda absolutamente única e pioneira em seu estilo denso de composição, os americanos do Neurosis retornam com mais um atestado de pura qualidade:


Neurosis - "Fires Within Fires" (2016)














SNAKESKIN


Projeto de Tilo Wolff (Lacrimosa) de meados da década passada, surpreende ao ter um terceiro capítulo após os soberbos "Music For The Lost" (2004) e "Canta'Tronic" (2006), soando como uma continuação dos citados:


Snakeskin - "Tunes For My Santiméa" (2016)











segunda-feira, 6 de junho de 2016

FROM THE HEART: The Roots - "Undun" (2011)



"I was always late
for the bus
Just once can I be on time?

Then I start to think

what’s the rush?

Who wants to be on time?

Feeling unlucky

and if I ever got lucky it was one time...
In this crazy world"


The Roots - "Undun" (2011)



quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

PLAY: Elvis Costello & The Roots





Surpreende-me a capacidade de certos artistas de criarem climas específicos ao longo de suas composições ou, ainda, por todo um disco. Alguns artistas tornam aquilo sua marca registrada e podem, com menor ou maior diversidade, utilizarem-se dessa essência mágica por tempos.



Antes de falar do disco aqui em pauta, um dos melhores deste ano de 2013, farei a conexão com outra vitoriosa e épica parceria, até recente. Quando o mestre Lou Reed chamou o gigante Metallica para acompanhá-lo em "Lulu" (2011), aquilo gerou surpresa. Ficava o questionamento acerca de como casariam estilos tão marcantes e diversos de ambas as carreiras.


O resultado foi notável. A voz marcante de Reed, ao lado de suas filosóficas e "sofridas" declamações, se juntarem de forma magistral com as bases pesadas e típicas de Hetfield e cia. O trabalho, duplo, conceitual, denso, cumpria o que prometia - embora, antes de se ouvir o álbum, ficava difícil de se descrever como se pensava que aquilo soaria. Só se sabe que soou como deveria soar - e foi com excelência!



Não é diferente do encontro entre ELVIS COSTELLO e o famoso coletivo hip hop THE ROOTS.



Como trazer as bases soltas e cheias de groove do ROOTS para o universo de COSTELLO, que baila entre o rock clássico, o blues e forte apelo até pop de suas tão agradáveis composições? A incógnita era excitante, ao mesmo tempo que promessa quase certa de um trabalho histórico.



E, mais uma vez, o encontro cumpre o que prometia! Verdade que não houve muito tempo para se idealizar sobre o assunto. O álbum da parceria saiu de modo um tanto abrupto, já no 2º semestre de 2013, e embora houvesse notícias da produção do disco (e da parceria que já vinha desde os programas de Jimmy Fallon), o produto final, ali, à disposição, pegou muitos de surpresa.




Mas que agradabilíssima surpresa!!! E que disco belo, bem construído, de composições tão cativantes! Essencial!




Mais uma vez a prova de que a união de bandas/artistas únicos, de fusão improvável, gera uma obra-prima final bombástica - em coesão, em beleza, em grande canções!



A lamentar apenas a ausência de Black Thought, o vocalista que poderia ter improvisado e tornado a união ainda mais forte e característica! Quem sabe numa próxima etapa... quem sabe...



Recomenda-se a linda edição deluxe do álbum, num digipack muito bem feito pela Blue Note, com encarte completo e 3 faixas-bônus certeiras!




Elvis Costello feat. The Roots - "Wise Up Ghost" (2013)









http://www.elviscostello.com/
http://theroots.com/