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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

PLAY: Jaga Jazzist, Squarepusher, Tricky, Wavves, Zola Jesus





Belos lançamentos aleatórios:



JAGA JAZZIST


O excelente e inventivo grupo norueguês lançando nova música, "Prokrastinopel", ao lado do guitarrista Reine Fiske (Dungen, Motorpsycho, Paatos). Vale conferir:












SQUAREPUSHER


Um dos preferidos da casa, retorna de 2010 novamente sob o nome Shobaleader One, com algumas de suas canções repaginadas:


Shobaleader One - "Elektrac" (2017)












TRICKY


Já citamos por aqui o genial Tricky como sendo um dos destaques da década e indo muito além da sombra do clássico "Maxinquaye". Desta vez, após os potentes "Adrian Thaws" (2014) e "Skilled Mechanics" (2016), retorna ao lado do grupo russo Scriptonite, a já conhecida Francesca Belmonte, além de ninguém menos que Martina Topley-Bird:


Tricky - "Ununiform" (2017)












WAVVES


Um dos bons grupos de rock do século rendendo mais um álbum interessante:


Wavves - "You're Welcome" (2017)











ZOLA JESUS


A volta da excelente e instigante cantora, desde "Taiga" (2014):


Zola Jesus - "Okovi" (2017)











domingo, 1 de março de 2015

PLAY: Prodigy




Pouco após o vídeo de "Nasty" (comentado aqui), eis que o sempre dinâmico e agressivo PRODIGY te manda enfrentar seus medos, in the WILD FRONTIER:








quarta-feira, 27 de março de 2013

FROM THE HEART: Tricky - "Maxinquaye" (1995)






Alguns discos possuem a "cara" dos anos 90. Podemos transitar por obras do Alice In Chains, Faith No More, Rage Against The Machine, e aquilo simplesmente nos transporta para aquela época já nostálgica, em que o rock era desacreditado, ao mesmo tempo que altamente produtivo - embora naquele tempo isso fosse negado.


Também era a época de abertura a novos estilos. Como já dito neste blog, o hip hop teve seu auge de "vanguarda" por aqueles anos. Estilo rico como é, em seu constante e latente flerte com o jazz, influenciou e foi influenciado por tudo o que acontecia a seu redor, e que pedia por uma aura de sofisticação.


Não diferente o que acontecia com a música eletrônica, visitando e bebendo de diversas fontes, desde seus primórdios setentistas e oitentistas, indo do mais contundente (produzindo mais discos com a "veia" noventista, a la Air, Daft Punk, Chemical Brothers), ao mais sutil, ao som mais ambiente e refinado de bandas como Portishead, ou o seminal Massive Attack.



Porém, nesse intenso mix musical noventista, um disco parecia "correr por fora". De fato, foi uma das obras essenciais para denominar aquele estilo tão único e diversificado que vinha sendo construído até então, o chamado Trip Hop. Um disco sem dúvida muito especial para este blog, pois embora muito estivesse acontecendo, inclusive dentro daquela mesma cena, nada soou tão forte e vigoroso - principalmente para um estilo, em tese, tão delicado e rico em detalhes.



O álbum de estréia do rapper e produtor Tricky, "Maxinquaye" (1995), leva o nome de sua falecida mãe, que se suicidou quando aquele era ainda pequeno. A partir daí, não é difícil imaginar a dolorosa fonte de inspiração para um som tão 'pesado', dilacerante e dramático quanto o ali produzido.


E esse é o tom do álbum todo. Todas as faixas parecem ter missão de mexer emocionalmente com o ouvinte, por meio de um som penetrante. A riqueza passa, conforme dito, pelos detalhes. Passa pelas letras, pelos elementos usados, os ritmos ali reunidos e os climas tão bem criados e direcionados.



Altamente recomendável!



Tricky - "Maxinquaye" (1995)



http://www.trickysite.com/

http://en.wikipedia.org/wiki/Tricky