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terça-feira, 15 de junho de 2021

PLAY: BCNR, Black Midi, John Carpenter, Loraine James, Moonspell, Portal


2021 segue lento, mas com alguns destaques louváveis:



BLACK COUNTRY NEW ROAD


Tiro certeiro da Ninja Tine, guarde os nomes de Isaac Wood (vocal/guitarra), Luke Mark (guitarra), Tyler Hyde (baixo), May Kershaw (teclados), Charlie Wayne (bateria), Georgia Ellery (violino) e Lewis Evans (sax). Uma estreia madura, de grande efeito:


Black Country, New Road - "For The First Time" (2021)



BLACK MIDI


Uma estreia que lembra a do BCNR é justamente a do Black Midi, que em 2019 revolucionou as paradas com "Schlagenheim", um disco surpreendente e inovador para membros tão jovens. 'Maldição do segundo disco'? Muito pelo contrário, mais pesados e ousados, parece unânime se tratar do disco do ano...


Black Midi - "Cavalcade" (2021)



JOHN CARPENTER


Pouco falado em 2015 e 2016, com os belíssimos e improváveis "Lost Themes" e "Lost Themes II", o veterano diretor americano chega aos 73 anos nos brindando com nova sequência:


John Carpenter - "Lost Themes III, Alive After Death" (2021)



LORAINE JAMES


Lembro de termos destacado a guria na lista de 2019, entrando já na última hora daquele ano e sendo uma grata descoberta. Retorna triunfante e se consolida como um dos nomes mais instigantes para acompanharmos na nova década:


Loraine James - "Reflection" (2021)



MOONSPELL


Os já veteranos portugueses comandados por Fernando Ribeiro parecem nunca errar. Entre discos e faixas mais extremas e agressivas, outras mais limpas ou sempre tentando algo diferente, cada obra parece trazer algo a mais, como é o caso do sucessor do excelente "1755":


Moonspell - "Hermitage" (2021)



PORTAL


Com "Vexovoid" (2013) e "Ion" (2018) entre os discos de metal favoritos do blog na última década, o absurdo grupo australiano entra nos 'anos 20' em dose dupla de extremismo caótico do nível que gostamos:


Portal - "Avow" / "Hagbulbia" (2021)


quinta-feira, 28 de março de 2019

SPECIAL: MELHORES DA DÉCADA (4)




Íamos adentrar um especial ano a ano para cobrir a década (musical) que se encerra, mas quisemos fazer mais um capítulo da saga de destaques gerais. Nas mesmas regras que os capítulos anteriores (ver partes um, dois e três), citando artistas com dois ou mais lançamentos no período:



31- TRENT REZNOR & ATTICUS ROSS


A dupla do Nine Inch Nails teve um início de década literalmente vitorioso, ao vencer nada menos que o Oscar pela trilha do filme "A Rede Social" ("The Social Network"). Dentre outras, ainda destacamos a trilha de "Os Homens Que Não Amavam As Mulheres" ("The Girl With The Dragon Tattoo"), em 2011. Ainda na mesma época, o projeto How To Destroy Angels emplacou seus dois primeiros EPs, culminando com o full length "Welcome Oblivion", de 2013. Se você acha que o NIN deixou por menos, "Hesitation Marks" (2013) e "Bad Witch" (2018) mostraram faces bem diferentes de um mesmo e já clássico grupo:








32- GREG PUCIATO


Este é outro que atacou por todos os lados. Participação no épico "Deconstruction" de Devin Townsend, em 2011, naquela mega seleção da vanguarda moderna do heavy metal que já citamos por aqui. Ainda visitou discos de grupos como Soulfly, Architects e Lamb Of God. Enquanto líder, lançou dois petardos gigantescos com o Dilliger Escape Plan, banda que infelizmente anunciou seu fim. Mas longe de ser o fim da criatividade do rapaz, o projeto eletrônico The Black Queen brilhou com dois lançamentos pra lá de instigantes, assim como seu supergrupo Killer Be Killed:








33- KAMAAL WILLIAMS


Aqui e ali citamos algumas mentes criativas do jazz moderno a la Robert Glasper, Jason Moran, Brad Mehldau, Cameron Graves, Miles Mosley, Aaron Parks, Vijay Iyer... e como não citar Kamaal Williams? "The Return" (2018) foi mais um capítulo vitorioso na década, embora resida em "Black Focus" (2016), disco ao lado do percursionista Yussef Dayes, um dos grandes clássicos modernos do estilo:








34- DÄLEK


Havíamos citado aqui como um dos destaques silenciosos do hip hop mundial, vez que seu último disco de estúdio havia sido "Gutter Tactics" de 2009. Entretanto, o duo (o DJ Dalek, Will Brooks, ao lado de Alap Momin, o Oktopus) se revelou produtivo e lançou logo duas obras avassaladoras em anos seguidos: "Asphalt For Eden" (2016) e "Endangered Philosophies" (2017). Não bastasse, conforme citamos aqui, Dälek encabeçou o projeto Anguish, de 2018, ao lado de Mats Gustafsson (Fire!, The Thing) e o tecladista Hans Joachim Irmler (Faust). Absurdo:








35- DEPECHE MODE


Não tão falados, mas é incrível como o grupo ainda lança discos de altíssima qualidade. Não há um disco sequer abaixo da média. Na década atual, "Delta Machine" (2013) e "Spirit" (2017) fizeram valer o status de uma das maiores bandas de todos os tempos. Sem tempo a perder, Dave Gahan e sua inconfundível voz emplacaram dois lindos discos ao lado do Soulsavers: "The Light The Dead See" (2012)  e "Angels & Ghosts" (2015):








36- KAMASI WASHINGTON


Não falaremos de jazz na década sem falar de "The Epic" (2015) e "Heaven And Earth" (2018). Destaque também em "To Pimp A Butterfly" de Kendrick Lamar, e não à toa associado a nomes como Flying Lotus, Thundercat, Miles Mosley, Cameron Graves, Terrace Martin e Ronald Bruner Jr...







37- CONVERGE


Após "All We Love We Leave Behind" (2012) e "The Dusk In Us" (2017) está muito difícil de enquadrar o som complexo e caótico do grupo americano. Épicos absurdos, crueza e densidade na medida certa:








38- ONEOHTRIX POINT NEVER


Falamos de Actress e Jlin, então como não destacar Daniel Lopatin já ao lado de nomes como Aphex Twin, Autechre, Squarepusher, Amon Tobin, vindo até Tim Hecker, Jon Hopkins ou Nicolas Jaar:








39- PORTAL


Citamos por aqui algum heavy metal essencial da década, como DEP, Devin Townsend, Opeth, Shining, Agalloch, Alcest, Converge, Mastodon... e poderíamos complementar com nomes de destaque como Amenra, Anaal Nathrakh, Anathema, Animals As Leaders, ASIWYFA, Author & Punisher, Baroness, Behemoth, BTBAM, Car Bomb, Deafheaven, Deathspell Omega, Diablo Swing Orchestra, Enslaved, Fen, Frontierer, GodMother, Gojira, Grave Pleasures, Hail Spirit Noir, Igorrr, Ihsahn, Krallice, Lamb Of God, Manes, Meshuggah, Moonspell, Nachtmystium, Nails, Ne Obliviscaris, Oceans Of Slumber, Oranssi Pazuzu, Pain Of Salvation, Pallbearer, Panopticon, Paradise Lost, Periphery, Prurient, Rotting Christ, Sepultura, Sigh, SUP/Supuration, Sumac, Swallow The Sun, Tesseract, Triptykon, Ulver, YOB, Zeal & Ardor, dentre tantos, contando carreiras solo e projetos paralelos... e ainda assim, resumiremos ao ótimo grupo australiano PORTAL uma de nossas últimas vagas nessa lista:








40- MITSKI


Aqui também, dentre tantas mulheres, revelações fantásticas da década, outra das melhores a disputar o posto!








BONUS: stoner psychedelic rock


Rock psicodélico, o revival do stoner, ora puxado para o noise, o post, o folk, o indie rock, o pop... ou até mesmo para o mais profundo funeral doom metal.


Nessa miscelânea, temos A Place To Bury Strangers, The Amazing, Bardo Pond, The Black Angels, Black Mountain, Black Rainbows, Black Rebel Motorcycle Club, Blues Pills, Brant Bjork, The Brian Jonestown Massacre, Cass McCombs, Chris Forsyth, Conspiracy Of Owls, Deerhoof, Deerhunter, Ecstatic Vision, Foxygen, Garcia Peoples, Ghost, Graveyard, The Horrors, Jacco Gardner, Jess And The Ancient Ones, Jex Thoth, Kadavar, Karma To Burn, King Buffalo, King Gizzard & The Lizard Wizard, Kylesa, Mac DeMarco, Meat Puppets, Mondo Drag, Monkey3, Narrow Head, Oneida, RMFTM, Royal Thunder, Samsara Blues Experiment, Spirits Burning, Spiritual Beggars, Subrosa, Tame Impala, (Thee) Oh Sees, Torche, Tumbleweed, Ty Segall, Uncle Acid And The Deadbeats, Unknown Mortal Orchestra, Warpaint, White Denim...


Vale uma fuçada boa e uma ouvida em cada uma, especialmente em tempos de engodos pouco criativos estilo Greta Van Fleet...






Ainda vamos destrinchar cada ano da década que se encerra e tentar passar o melhor, mais inquietante e original de cada ao leitor! Fiquem atentos!




sábado, 29 de dezembro de 2018

PLAY: BTBAM, Ihsahn, Portal, Scars On Broadway, SIGH, Zeal & Ardor






Um pouco mais do heavy em 2018:




BETWEEN THE BURIED AND ME


Destacamos aqui a ótima carreira do genial Thomas Giles, desde o projeto Giles, de 2004, até o solo "Don't Touch The Outside" deste 2018. Quanto à sua banda principal, segue o épico futurista absurdo com maestria, em dois capítulos:


Between The Buried And Me - "Automata" (2018)









IHSAHN


O mestre segue lançando obras de peso e beleza surreais, álbum após álbum:


Ihsahn - "Ámr" (2018)









PORTAL


Em 2013 já havíamos pedido atenção ao ótimo grupo australiano. Eis outra grata surpresa deste ano em criatividade caótica:


Portal - "ION" (2018)








DARON MALAKIAN & SCARS ON BROADWAY


Seguindo as letras críticas e a porradaria pegajosa do System Of A Down:


Daron Malakian And Scars On Broadway - "Dictator" (2018)









SIGH


Um dos grupos favoritos do blog e certamente de nossas listas de fim de ano:


Sigh - "Heir To Despair" (2018)









ZEAL AND ARDOR


Uma das revelações da década no heavy metal, desde "Devil Is Fine" de 2016:


Zeal & Ardor - "Stranger Fruit" (2018)