Mostrando postagens com marcador Pete Rock. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pete Rock. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

PLAY: Clipping, Dälek, Death Grips, De La Soul, Frank Ocean





Vamos para uma segunda parte do hip hop em 2016 (alguns já puderam ser vistos aqui). O ano anterior teve o boom de artistas como Drake e Kendrick Lamar, colocando o estilo mais em voga, mas o fato é que o ano corrente parece trazer algumas antigas promessas à tona, tornando os lançamentos ainda mais atraentes:



CLIPPING


Mais um nome criativo da cena atual, já citado por aqui, e agora com seu disco na praça. Essencial:


clipping. - "Splendor & Misery" (2016)












DALEK


Ícone do experimentalismo, conforme já destacamos aqui, provavelmente era dos mais aguardados lançamentos no underground, sete anos depois, por parte dos admiradores de sua sonoridade visceral e pesada:


Dälek - "Asphalt For Eden" (2016)












DEATH GRIPS


Outro lançamento do primeiro semestre, vindo de um dos preferidos da casa (ver aqui, aqui e aqui), eis mais um petardo! Consta participação de Nick Reinhart (Tera Melos):


Death Grips - "Bottomless Pit" (2016)











DE LA SOUL


Nomes como Usher, Snoop Dogg, Pete Rock, Damon Albarn (Blur) e até o mestre David Byrne colaboram no que é uma das gratas surpresas do ano, por parte deste icônico grupo:


De La Soul - "And The Anonymous Nobody..." (2016)











FRANK OCEAN


Já falamos por aqui sobre a sede de todos pelo sucessor do aclamado (com justiça!) "Channel: Orange" (2012). Com participações de nomes como Kendrick, Beyoncé, Andre 3000 e até do fenômeno eletrônico James Blake, eis que chega o aguardado:


Frank Ocean - "Blonde" (2016)










terça-feira, 5 de março de 2013

FROM THE HEART:
Nas - "Illmatic" (1994)





O hip hop é um estilo interessante. Digo, histórica e atualmente interessante. O rap sempre foi um elemento de composição muito bem vindo em diversos estilos, inclusive o rock, dando uma estética dinâmica, e adicionando um "peso" às sonoridades para as quais contribui.

O movimento em si, visto pontualmente, também se mostra muito rico. As letras elaboradas e fortes, por cima de samples que devem ser aplicados de modo inteligente e sofisticado, e que, por sua vez, já são provenientes das mais diversas facetas da música mundial, tornam o estilo muito prolífico e cativante.

Não precisamos ir longe para averiguar isso. Viemos de um 2012, considerado uma espécie de "grande ano do hip hop" no mundo, com inúmeros lançamentos dividindo atenções dos fãs e do público em geral - o que é ótimo, pois mostra que o estilo se renova, encontrando-se em um auge criativo, como muitos pelos quais o rock passou, sendo o rap um estilo comparativamente muito mais recente.


Falo da atualidade para chamar a atenção ao passado. Melhor dizendo, a uma das referências, que é "Illmatic" (1994) do Nas. Simplesmente, um disco seminal, que representa absolutamente TUDO o que foi dito até aqui.


É um álbum daqueles que muda uma vida. Empolga, contagia o ouvinte. Tudo é muito bem produzido, bem sacado, bem colocado (basta ver a seleção de produtores com que conta o disco). As letras são ainda críticas fortes e constantes alusões (à sociedade, ao próprio rap), não à toa elevando Nas a esse posto referencial.

Talvez seja até uma injustiça histórica, "Illmatic" ser tão perfeito, pesado e sofisticado ao mesmo tempo, uma obra tão sublime dentro do hip hop, que fez sombra a toda discografia posterior do rapper, pouco badalada nos dias de hoje. Nisso, discos ótimos como "Life Is Good" de 2012 perdem espaço diante do citado (novo) auge artístico do movimento - e sendo que, pelo contrário, Nas fez e FAZ parte deste surto criativo.


Mas "Illmatic" segue soberano!


NAS - "Illmatic" (1994)