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sábado, 14 de fevereiro de 2015

PLAY: Europe, Napalm Death, Periphery




Já pudemos citar dois bons vídeos deste 2015, com o inspirado Steven Wilson e as parcerias bombásticas de Ghostface Killah. Mas eis mais alguns para desfrutarmos, anunciando grandes obras deste início de ano:





EUROPE

Os suecos voltam em 2015 com o sucessor do excelente "Bag Of Bones" (2012), um dos grandes discos do hard rock desta década. E pelo visto, retornam em boa forma, com "War Of Kings":











THE GENTLE STORM

Após Anneke lançar alguns bons discos solo, e Arjen Lucassen não ter alcançado tanto brilho no último trabalho do AYREON ("Theory Of Everything", de 2013), embora tenha lançado ótimos discos solo e com o STAR ONE nesta década, fato é que os dois se juntam novamente, agora em projeto próprio. Sempre recomendável:











GZA

O grande nome do Clan ataca ao lado de Tom Morello (Rage Against The Machine), baseados em canção da antiga banda inglesa Babe Ruth:











MOTOR SISTER

O time formado por Scott Ian (Anthrax), Pearl Aday (esposa de Ian, filha de Meat Loaf), Joey Vera (Armored Saint, Fates Warning) e John Tempesta (The Cult) lança em março o disco "Ride":











NAPALM DEATH

Despontando como um dos favoritos deste ano, com "Apex Predator - Easy Meat" (2015), a habitual insanidade de um dos grande grupos de todos os tempos:











NIGHTWISH

Conforme já tratamos por aqui, é difícil imaginar que o Nightwish volte a ter destaque com algo realmente original, como já fizeram no passado. É a terceira "fase" da banda, agora sem Tarja Turunen (também um tanto perdida em sua discografia solo) e sem Anette Olzon, mas com Floor Jansen (ex-After Forever). Para quem ainda quiser conferir, o prodígio Tuomas Holopainen chega megalomaníaco por uma nova saga, "Endless Forms Most Beautiful" (2015):











PERIPHERY

Outra grata surpresa deste começo de ano, o ótimo Periphery (já havíamos adiantado aqui) lança disco duplo, com os lados "Alpha" e "Omega". Trata-se de "Juggernaut" (2015), também dos álbuns mais ousados do ano:











THE PRODIGY

"The Day Is My Enemy" (2015) ataca soturno, como é de costume. Sempre vale a pena:












RUN THE JEWELS

Deste já falamos bastante e destacamos como dos grandes discos do ano passado. Mas o clipe deste hit de Killer Mike e El-P só nos chega em 2015, obrigatório:












VON HERTZEN BROTHERS

Já citados entre os grandes discos de 2013, o prog bem sacado e moderno dos finlandeses tem novo capítulo em "New Day Rising" (2015):









domingo, 18 de maio de 2014

PLAY: Winger, Brother Firetribe, H.e.a.t





Em um ano em que já destacamos a ótima revelação (apesar de se tratar de um "supergrupo") KXM, devemos fazer justiça a alguns lançamentos do pouco explorado âmbito (por este blog) do Hard Rock contemporâneo. O primeiro deles, de fato, é um dos clássicos, mas com alta sofisticação e capacidade criativa e de se reinventar. Os demais, emplacam empolgantes álbuns, de personalidade, dentro de um estilo, no todo, pouco inovador...






Kip Winger é um músico e compositor fantástico. A banda, que leva seu nome, sempre trouxe músicos magníficos e composições acima da média no hard/glam oitentista, com variedade e diversificação, sem perder a pegada incendiária muito própria do estilo.


Seu diferencial criativo reside ainda numa prolífica carreira solo, de poucos discos, porém finíssimos. Afastam-se, é verdade, do hard clássico, se orientando para um AOR e mesmo para o pop, mas tudo com altas doses de sofisticação e certo experimentalismo. "This Conversation Seems Like A Dream" (1997), logo em sua estréia, se mostra o auge do que é aqui tratado.


Mas voltando ao WINGER propriamente dito, a banda apresentou seus hiatos, mas voltou bem com "Karma" (2009), e agora nos brinda com um trabalho exemplar, recheado de hits com veia atualizada e proposta muito madura, marcas de Kip Winger. "Better Days Comin'" promete figurar na lista de melhores do ano de 2014, e será com muita justiça! Que a obra não sofra o típico preconceito e má vontade que costuma-se ter com o hard...



Winger - "Better Days Comin'" (2014)












Aqui, não diremos que se trata propriamente de uma surpresa, mas o competente BROTHER FIRETRIBE soltou um disco muito bem feito, também acima da média dentro do seu estilo. A banda, conhecida pelo seu disco antecessor lá de 2008, "Heart Full Of Fire", tinha evidência por ser o grupo com Emppu Vuorinen (Nightwish) - além daquele disco contar com a participação da então recém substituta de Tarja Turunen, a então revelação Annete Olzon.


O disco era bem sacado, a banda alcançou destaque, hard nórdico que esquentou as paradas. Mas em "Diamond In The Firepit" (2014) há algum amadurecimento, que se refletiu num disco que podemos considerar bom do começo ao fim. E o melhor, bastante empolgante, como o hard rock pede. Logo, não é um primor de originalidade, mas tem atitude e não se resume ao "mais do mesmo" que afunda o movimento.


Para se deliciar:



Brother Firetribe - "Diamond In The Firepit" (2014)












Por fim, de histórico muito parecido ao do Brother Firetribe, mas mais produtivos, os suecos do H.E.A.T despontam também com um agradável disco (para os fãs do estilo). Diria que muitas vezes soam até mais modernos que o BF, mas algumas partes remetem ao que há de mais clássico e comum do hard oitentista. Jogando bem com tais elementos, o todo do disco acerta em cheio, merecendo ser destaque igualmente!



H.e.a.t - "Tearing Down The Walls" (2014)










segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

FROM THE HEART:
Nightwish - "Century Child" (2002)




O Nightwish é uma banda inovadora?! Sim, foi em seus 3 primeiros álbuns, criando belas atmosferas por meio de um som até bombástico e, à época, bastante único. Se pensarmos que o chamado "metal melódico" (incluindo um certo "metal sinfônico") alcançava um 'boom' naqueles fins dos anos 90. Tuomas Holopainen despontava como um "mini gênio" do heavy metal, sendo de fato um prodígio nos teclados. E havia a voz belíssima de Tarja Turunen, e a até então bem sacada aplicação de seus vocais fortes, operísticos, a um lado Heavy avassalador.


Hoje, tudo isso soa banalizado. Milhares de "cópias" do estilo consolidado pelo Nightwish se espalharam, o estilo em si caiu num "mais do mesmo" terrível, e definitivamente a palavra "inovação" pouco ou nada poderia ser aplicada à nova realidade da cena.


Mas trato aqui do ápice criativo de Tuomas, Tarja & cia. No até pouco badalado "Century Child" (2002), quarto disco do grupo. Vários fatores contribuíram para tornar o disco algo único. Tarja equilibrou vocais mais "limpos", alternando com o alcance mais apoteótico de sua voz - faceta ainda presente, mas melhor utilizada em todos os sentidos. Esse fato casou ainda mais com a entrada de Marco Hietala, baixista que passou a fazer os fortes vocais masculinos, com uma voz limpa bastante característica e intensa, alternando com a voz rasgada e até gutural.

Todo o lado lírico do disco é muito bem feito, e a impressão era o de quê o Nightwish era uma banda exemplar, que soube se reinventar e que não haveria limites para sua criatividade, especialmente com os variados recursos de seus componentes. O disco seguinte, "Once" (2004), foi um sucesso de vendas, a banda até ficou mais agressiva em certos momentos, emplacou hits e podia ter feito história.


Mas não foi o que ocorreu. Com a saída de Tarja Turunen, Tuomas se mostrou perdido. Seu som perdeu vigor, e passaram a apostar em fórmulas já vistas e revistas, por eles e por seus seguidores. Tem coisa pior que uma banda se tornar cópia de si mesma? Ou disso para baixo...

Não era o caso, pois, de "Century Child", disco que o blog recomenda com uma ouvida mais atenta e livre de preconceitos...


Nightwish - "Century Child" (2002)





"There's a poison drop in this cup of Man"