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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

FROM THE HEART: Journey - "Escape" (1981)





"A singer in a smoky room
The smell of wine and cheap perfume..."



Journey - "Escape" (1981)


domingo, 20 de julho de 2014

PLAY: Sebastian Bach, Neal Schon, Adrenaline Mob





Voltamos a discutir alguns lançamentos do Hard Rock deste 2014, seguindo o que já fizemos com os ótimos KXM e WINGER - sendo que, junto deste último, apontamos igualmente os competentes e empolgantes álbuns do BROTHER FIRETRIBE e do H.E.A.T.



Retornamos com o play do indispensável SEBASTIAN BACH. Já tratamos de sua importância e fizemos um resumo de sua ótima carreira (aqui), que agora ganha este novo capítulo.

Infelizmente, como já foi lançado há alguns meses, já temos a repercussão do trabalho, e ela NÃO foi boa. Fãs e mídia desceram a lenha no disco - e, a nosso ver, o fizeram de modo INJUSTO.


Já tratamos de Sebastian aqui. Fez história com o Skid Row, emprestou sua privilegiada voz a grandes projetos, alcançou até mesmo a Broadway... e sua atual carreira solo foi bombástica desde o início, tendo em "Angel Down" (2007) seu ponto mais alto e sólido. Também anotamos que claramente sua carreira foi voltada a um Hard aliado a um moderno Heavy Metal, ao que as incursões metálicas do novo disco não podem ser tidas como demérito.


As críticas poderiam ser focadas em sua voz, que, na recente turnê de "Kicking & Screaming", deu sinais claros de esgotamento. Entretanto, em estúdio, não é o que se nota - logo, novamente, não subsistindo as críticas ao material.


O último dos pontos seria eventual "falta de originalidade". Porém, trabalhando a voz em estúdio, e ao lado de uma excelente banda de apoio, Sebastian ainda tem muito o que mostrar. Especialmente quando se aventura em canções propriamente Heavy, algumas trazendo toda uma aura mais arrastada e cortante, que sempre caíram muito bem com sua versátil voz. Não, não é um primor de originalidade... mas cobrar isso dele, a essa altura, e sendo este apenas seu 3º disco solo... nos parece exagero da crítica.



Vale a ouvida:

Sebastian Bach - "Give 'Em Hell" (2014)









A segunda boa surpresa de 2014, também de um monstro do porte dos citados Kip Winger e Sebastian Bach, é a empreitada solo de NEAL SCHON (Journey).


Disco maduro e que remete ao melhor de sua banda principal, contando com o apoio e vocais de MARCO MENDOZA (Thin Lizzy, Blue Murder, Whitesnake, Soul Sirkus) e do familiar baterista DEEN CASTRONOVO (Journey, Steve Vai, Tony MacAlpine, Soul Sirkus).



Sim, é praticamente um disco do sempre louvável Journey.



E vale muito a pena:

Neal Schon - "So U" (2014)









Por fim, um destaque um tanto NEGATIVO. Mais uma banda que se perde com a saída do mestre Mike Portnoy, o promissor ADRENALINE MOB lança um disco pouco inspirado para ser o segundo de sua carreira, sucessor do excelente e inovador "Omertá" (2012).


Sim, você ainda encontra aqui as gordas guitarras, o peso e a pegada quase hard do supergrupo (que ainda conta com Russel Allen e Mike Orlando). Porém, já sem a mesma inspiração e capacidade criativa. Faltou ousadia para um segundo e maior passo na carreira.


Parece incoerência cobrar inovação do Adrenaline, se não fizemos o mesmo com Bach ou Schon acima. Porém, tratam-se de artistas já clássicos, em que cabe avaliar se são artistas em forma e capazes de lançar algo no todo empolgante e condizente com carreiras tão vitoriosas - o que avaliamos que SIM!


Já para uma banda nova como o Adrenaline, acomodação logo no 2º disco soa preocupante, e aguardamos por uma virada na trajetória do competente e estrelado grupo - como o alto voo que os vimos alçar em sua já clássica estreia.



Adrenaline Mob - "Men Of Honor" (2014)








http://www.sebastianbach.com/

http://www.schonmusic.com/
http://www.journeymusic.com/
http://www.marcomendoza.com/
http://www.deencastronovo.net/

http://adrenalinemob.com/



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

SPECIAL: Journey




Difícil escolher um disco do Journey para dizer que é "do coração". Poderia ser o "Escape" (1981), o "Raised On Radio" (1986), o "Infinity" (1978)... poderia ser (praticamente) qualquer outro. Deixarei para pensar isso no futuro.

A verdade é que "Frontiers" (1983), completando 30 anos neste 2013, dispara como um dos favoritos. Pouca novidade até aí, o disco traz um caminhão de hits e mostra a banda em seu auge.

Mas o ano comemorativo permite a reflexão da importância desta injustiçada banda que, como todas do estilo Hard/AOR, ficaram com fama de "bregas".


Não sei ao certo de onde vem isso. O Journey, com discos essenciais como o aqui tratado, lidera uma linha com STYX, Foreigner, Asia, Toto, Kansas... o Winger teve um pé ali, também em sua carreira solo... mesmo saindo do Hard propriamente dito, podemos citar Alan Parsons... enfim, bandas/artistas geniais, sofisticados, que buscaram em suas carreiras um lado mais teatral, prezando por fortes arranjos harmônicos e vocais marcantes, carregando toda uma aura progressiva aliada ao poder do Hard Rock...


O Journey concilia todos esses fatores, e esse disco é uma prova concreta disso. Os vocais performáticos e intensos de Steve Perry falam por si só, um marco na história do rock. Toda a sofisticação que agregaram ao estilo. O poder, e o sucesso atemporal de suas composições, inclusive bastante variadas entre si.

Nada disso pode passar batido em face do preconceito de muitos.


30 anos do histórico "Frontiers"!