Tarja Turunen
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terça-feira, 22 de março de 2016
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
PLAY: Avantasia, Dream Theater, Headspace, Megadeth, Mute Gods
2016, ainda um ano bastante metálico:
AVANTASIA
O Avantasia foi o último grande sopro de vida dentro do chamado "metal melódico". E não o foi à toa. Capitaneado por Tobias Sammet, e sempre com os monstros sagrados do estilo a seu lado, realizou uma obra conceitual em duas partes, e mesmo com o estilo ultrapassado foi criativo o bastante para lançar um verdadeiro (talvez o último) clássico no segmento. Em seguida, garantiria a renovação com pitadas de hard/heavy no excelente "The Scarecrow" (2008). Hoje, infelizmente, vem caindo na mesmice novamente, mas vale sempre conferir o time galático (neste disco com Geoff Tate e Dee Snider) e algumas boas e empolgantes composições do alemão...
Avantasia - "Ghostlights" (2016)
DREAM THEATER
Já falamos que o grupo anda com dificuldades de se renovar após a saída do criativo e inquieto baterista Mike Portnoy. As composições dos três discos, incluindo este atual deste ano, ainda trazem pitadas modernas aliadas à tradicional técnica absurdas dos autores, mas o time carece em dinâmica e ousadia, coisa que vimos muito deles ao longo dos anos 90 e 2000. Mas fica a referência:
Dream Theater - "The Astonishing" (2016)
HEADSPACE
Já falamos aqui do excelente vocalista Damian Wilson, hoje também de volta à frente do ótimo Threshold em seus últimos lançamentos. Sua banda paralela não deixa por menos e lança seu segundo disco na carreira. O vocalista também planeja àlbum ao lado do tecladista Adam Wakeman (filho de Rick Wakeman):
Headspace - "All That You Fear Is Gone" (2016)
MEGADETH
Com Kiko Loureiro (ex-Angra) o grupo, sempre criativo dentro do thrash metal, soou novamente renovado. Vale a ouvida atenta:
Megadeth - "Dystopia" (2016)
THE MUTE GODS
Contando com o exímio baterista Marco Minnemann, é a estreia do grupo:
The Mute Gods - "Do Nothing Till You Hear From Me" (2016)
domingo, 5 de janeiro de 2014
FROM THE HEART:
Angra - "Holy Land" (1996)
Conforme já dissemos quando tratamos da carreira de Andre Matos, a obra "Holy Land" de 1996 é provavelmente o que houve de mais belo, delicado e criativo em termos de junção entre a música brasileira e o Heavy Metal de um modo geral.
Território este que foi pouco explorado. Sim, todos se lembrarão do SEPULTURA, que fez algo semelhante em toda sua carreira, com ápice no clássico "Roots" (também de 1996) - embora, obviamente, de modo muito mais agressivo, se valendo de todo o groove brasileiro. Mas se pensarmos que em terras tão vastas, tão poucas bandas/obras se destacaram nessa seara, é um tanto decepcionante.
Fato é, no entanto, que quem se destacou, se destacou com louvor, emplacando o SEPULTURA na vanguarda do heavy/thrash, de reconhecimento mundial; e o próprio ANGRA na vanguarda do power/prog.
Outras bandas vieram a tentar tal fórmula, mas a verdade é que ao se explorar as raízes étnicas e sonoras de um país ou região, ainda mais se for a da região em que se vive, deve-se fazer com perspicácia, inteligência, sofisticação. Caso contrário, teremos uma junção forçada, artificial, o que definitivamente NÃO se quer. Não é o caso, obviamente, da suavidade e diversificação do disco aqui tratado...
"Holy Land" segue o flerte constante com a música clássica, marca da banda desde o debut "Angel's Cry" de 1993. Porém, desde a levada alucinante de "Nothing To Say", o tributo ao berimbau em "Holy Land", a percussão apoteótica de "Carolina IV" ou a selvagem "The Shaman", notamos aos poucos as inserções próprias daquela terra a ser descoberta, ao longo de toda uma obra conceitual e muito dinâmica.
O auge do tributo chega na épica e já referida "Carolina IV", que ainda inclui, ao longo de seus mais de dez minutos, uma passagem de "Bebê", antológica composição do mestre Hermeto Pascoal - referência absoluta deste blog, e da música brasileira e internacional, quando o assunto é INOVAÇÃO! Nada poderia ser mais propício.
O Brasil deveria fazer mais justiça ao prodígio Andre Matos e a um disco tão perfeito. Talvez, se não fosse cantado em inglês (e não se sugere que tivessem tomado outro caminho, a obra já é perfeita como é!), constasse mais das listas de maiores discos brasileiros de todos os tempos. Uma pena.
Fica nosso registro:
Angra - "Holy Land" (1996)
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