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sexta-feira, 7 de abril de 2017

REFERÊNCIA: Paul O'Neill


PAUL O'NEILL
23/02/1956 - 05/04/2017
Nova York - Florida (EUA)





"I've always believed that music has the power to transport and transform"

"The original concept of Trans-Siberian Orchestra was how to make music have the most emotional impact. We always try to write melodies that are so infectious they don't need lyrics and lyrics so poetic that they don’t need a melody, but when you combine the two together they create an alloy where the sum of the parts is greater than the whole. Once those songs are woven together into a tapestry they create a story which gives each song a third dimension."



"That was so much in the spirit of Trans-Siberian Orchestra. This is a group -- a constantly morphing group -- of extremely creative and talented individuals who are always trying to raise the bar of where a band can take its audience sonically, visually and emotionally. With that as our core ideal, the possibilities are endless."





domingo, 30 de agosto de 2015

FROM THE HEART: Trans-Siberian Orchestra - "Beethoven's Last Night" (2000)






"FATE SHE HEARS ME
FATE STAND NEAR ME
FATE STATE CLEARLY
WHETHER THERE WILL BE ANOTHER CARD

RETRIEVE US
TIME DECEIVES US
FAITH SHE HEARS US
BUT SHE DOESN'T LISTEN VERY HARD"




Trans-Siberian Orchestra - "Beethoven's Last Night" (2000)










quinta-feira, 1 de maio de 2014

FROM THE HEART: Savatage - "Streets: A Rock Opera" (1991)





"These streets, glitter in the dark..."


O blog poderia citar alguns outros discos do gigantesco SAVATAGE, ou mesmo de muitos dos projetos de JON OLIVA & cia., com destaques à belíssima Trans-Siberian Orchestra. O pontapé cru e fino em "Sirens / Dungeons Are Calling" (1983/84); a entrada triunfal de Paul O'Neill e Robert Kinkel no devastador "Hall Of The Mountain King" (1987) ou no teatral "Gutter Ballet" (1989); ou ainda a (positiva) megalomania e toda a pompa e diversificação musical presentes em obras do porte de "The Wake Of Magellan" (1997, possivelmente a mais complexa peça da dupla Oliva/O'Neill sob o nome Savatage) ou o derradeiro "Poets And Madmen" (2001).


Mas a deixa é para um disco que, além de histórico, foi relançado em 2013 neste incrível formato digipack, que inclui pequenas narrações entre as faixas ("Narrated Version"), tornando a rock opera completa, como foi concebida em sua origem. Mais: faixas-bonus e um DVD com a obscura videografia completa da banda - em qualidade bem melhor que as encontradas no youtube até então. Trata-se de "STREETS: A ROCK OPERA" (1991), finalmente em sua versão definitiva, conforme Jon Oliva nos explica no encarte do "novo" disco.



É maravilhoso poder reviver aquele clima, do final dos anos 80, e tentar imaginar o que representou Paul O'Neill para a dupla de irmãos Jon e Criss (RIP). Paul possuía praticamente pronta uma obra chamada "Gutter Ballet" (exatamente!), título original de "Streets", e apresentou a seus novos companheiros, que juntos puderam trabalhar, criar e inovar sobre ela. Um marco para a música pesada, pena que pouquíssimo reconhecida pela mídia e público metálicos.



Detalhe que "Jesus Saves" se apresenta em sua mítica versão alternativa (a que inclui coros que remetem ao gospel no refrão), que já havia sido divulgada em faixas-bônus de alguns discos do SAVATAGE, mas aqui ocupa o lugar que era originalmente seu. Talvez um dos discos mais diversificados dos americanos, aliando o Hard e o Heavy Metal a uma aura eminentemente progressiva, performática, com baladas de alto teor emocional, e que exigiram de Jon interpretações comoventes e históricas. Não à toa, se encerra com a clássica "Believe" - que aproveita partes de outro marco da banda, "When The Crowds Are Gone" do anterior "Gutter Ballet" (1989).



Eis o embrião do espírito a la Broadway, que já vinha sendo desenvolvido desde "Hall..." e Gutter...", e desembocaria nos demais épicos do próprio Savatage e do TSO.




(Re)Lançamento essencial, disco atemporal.




Savatage - "Streets: A Rock Opera" (1991)





sábado, 28 de dezembro de 2013

REFERÊNCIA: Jon Oliva


John Nicholas Oliva
22/07/1970
Bronx, NY (EUA)





Jon Oliva, líder do eterno SAVATAGE, surpreendeu em 2013 ao lançar um disco autenticamente SOLO.


Explica-se: desde o fim do Savatage, Jon já mostrava toda sua veia criativa no Jon Oliva's Pain, banda da qual era obviamente líder e mentor. E a despeito da escassez de lançamentos, também levava a cabo o bem sucedido Trans-Siberian Orchestra.


Ainda assim, lançou o excelente "Raise The Curtain" sob o nome JON OLIVA.


Infelizmente, não há de se pensar que Jon sinta menos "dor" ao deixar o "pain" de lado.







Fato é que 3 fatos há de serem relevados na vida deste mestre do Heavy Metal contemporâneo. O primeiro é a insuperável perda de seu irmão Criss Oliva. O Savatage tinha um prodígio nas guitarras, criativamente se superava ao lado do produtor Paul O'Neill (que seguia com a banda desde o clássico "Hall Of The Mountain King", de 1987) e o terrível acidente de Criss representou uma espécie de fim para o sonho dos irmãos.


Realmente, concorda-se que a tragédia não cessou as atividades do Savatage, que ainda teve tempo de amadurecer ainda mais, contar com talentos do porte de Al Pitrelli, Alex Skolnick e Chris Caffery, e lançar épicos maravilhosos e diversificados como "Dead Winter Dead" (1995), "Wake Of Magellan" (1997) e "Poets And Madman" (2001).






O segundo fato sobre Jon foi a ascensão do projeto TRANS-SIBERIAN ORCHESTRA. Utilizando até mesmo composições do próprio Savatage, o TSO escancarou uma veia HIPÓCRITA dos norte-americanos e do público em geral: a música heavy, se numa embalagem mais amena, pode fazer todo o sucesso que via de regra lhe é negado no mainstream. Eis o lance do TSO: a proposta criativa que SEMPRE foi do Savatage, aplicada a músicas essencialmente natalinas (à exceção do essencial "Beethoven's Last Night"), e com uma produção grandiloquente a la Broadway, alcançava sucesso e números de venda inimagináveis para o até então pequeno e segmentado grupo americano.






Por fim, dando contrastantes entrevistas, que ora acenavam com o retorno do Savatage (que, segundo Oliva, jamais "terminou" de fato), ora alegando que seria loucura voltar com a banda, se seu projeto paralelo e de semelhante proposta rende tão mais, eis que JON sempre teve para si que quem quisesse ouvir SAVATAGE, que procurasse ou o TSO (talvez pela faceta mais épica e mirabolante) ou sua banda solo (JOP, trazendo o lado mais rústico e heavy de sua carreira, sem perder em sofisticação).



Destaque-se ainda que Jon até "saiu da toca" na última década, sendo que suas aparições especiais em álbuns e projetos, até então raras, passaram a ser mais comuns, a exemplo do Circle II Circle (ajudando ao ex-vocalista do Savatage, já citado, Zachary Stevens), Seven Witches (do também ex-Savatage Jack Frost), Chris Caffery, Avantasia, Kamelot, Midnight (falecido vocalista do Crimson Glory) e até da metal opera brasileira Soulspell.



O terceiro dos fatos, porém, deu-se após o ótimo álbum "Festival" (2010) do Jon Oliva's Pain. Seu guitarrista e parceiro Matt LaPorte (que já havia contribuído também com o Circle II Circle de Zak Stevens) faleceu em 2011. Cruel destino: Jon teve que REVIVER o pesadelo de perder um grande amigo, companheiro e membro criativo de sua banda! Mais uma vez, a exemplo do que ocorrera com seu irmão Criss, num dos auges do Savatage.







Tudo isso para mostrar o contexto em que surge "Raise The Curtain". Um disco de aura até positiva, ao contrário do que se poderia pensar (e que ainda traz algo de antigas composições de Criss, a exemplo do que o JOP já fazia). O título manda levantar as cortinas (!), como que dizendo que muito há por vir. O clima, as composições mostram um heavy bombástico, como num verdadeiro show. As músicas são sensacionais, um desfile de hits, retomando facetas do próprio Savatage (de cuja sonoridade Jon jamais se distanciou) e do melhor de sua carreira solo desde "Tage Mahal" (2004).



A parte mais densa do álbum fica por conta das letras, especialidade de Oliva, ao tratar de temas cortantes sobre suas percepções acerca da vida, do tempo, das trevas e do ser. Não é novidade ou privilégio deste lançamento em especial, pois esta sempre foi uma característica lírica marcante de Jon. Seja nos temas mais despojados ou nos mais sinistros do Savatage ou do JOP, Jon sempre trouxe consigo uma angústia muito grande ao longo de letras obscuras e conceitos introspectivos.



Aproveitamos o gancho para tratar deste gênio que é JON OLIVA. Mas sem deixar de destacar este que foi um dos grandes lançamentos de 2013:



Jon Oliva - "Raise The Curtain" (2013)








http://www.savatage.com/
http://www.trans-siberian.com/
http://www.jonoliva.net/
http://en.wikipedia.org/wiki/Jon_Oliva