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terça-feira, 23 de julho de 2019

PLAY: Baroness, Devin Townsend, Dub Trio, Rammstein, Rotting Christ, Soilwork





Maravilhas do Heavy Metal em 2019:




BARONESS


O grupo Baroness já dispensa apresentações, sendo um dos nomes mais falados - e bem falados, com justiça - do heavy contemporâneo. Originais e donos de uma discografia até aqui irretocável, certa mudança de direção neste novo disco foi muito bem vinda, sem perder em essência. Um dos grandes do ano:


Baroness - "Gold & Grey" (2019)








DEVIN TOWNSEND


Falando em melhores do ano, eis que temos lançamento do megalomaníaco Devin Townsend, o que é sempre um prazer! "Empath" inicia-se na "Genesis" do universo e termina numa peça magnífica, "Singularity", dividida em 6 partes. O disco é abrilhantado por conhecidos parceiros como Morgan Ågren, Steve Vai, Anneke Van Giersbergen e Mike Keneally. Criatividade sempre em alta, imperdível:


Devin Townsend - "Empath" (2019)








DUB TRIO


Uma surpresa do ano é esse disco do Dub Trio. Com um título pretensioso, o álbum entrega e cumpre o que promete. Até porque, o Dub Trio nunca foi um grupo exatamente "dub", e sim uma miscelânea maravilhosa e original, não à toa indo cair no selo Ipecac, de Mike Patton. Dito isso, não surpreende os convidados da obra serem nomes como Buzz Osborne (Melvins), Troy Sanders (Mastodon, Killer Be Killed, Gone Is Gone) e... Meshell Ndegeocello! Épico:


Dub Trio - "The Shape Of Dub To Come" (2019)








RAMMSTEIN


O ícone alemão retorna dez anos após o último disco de estúdio, com um álbum auto-intitulado de capa branca com um fósforo no meio. A essa altura poderíamos temer que a fórmula às vezes já batida poderia enfraquecer o grupo, mas não parece ser o caso, vez que todas as faixas empolgam, muitas com seus clipes já polêmicos e viscerais, e com certeza outra turnê bombástica. Sempre recomendável:


Rammstein - "Rammstein" (2019)








ROTTING CHRIST


Já falamos do grupo por aqui, e o sucessor de "Rituals" (2016) não decepciona:


Rotting Christ - "The Heretics" (2019)








SOILWORK


Outro já tratado por aqui e que surpreende. Se seus discos mais recentes não exatamente empolgaram, também não decepcionaram (mais ou menos o que poderíamos dizer de In Flames, Children Of Bodom ou Dark Tranquility). Entretanto, "Verkligheten" mostra-se um passo à frente em originalidade e potência, algo que vínhamos sentindo falta no excelente grupo sueco. Confira sem medo:


Soilwork - "Verkligheten" (2019)








quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

PLAY: Lindemann, Marilyn Manson, Nile, SIGH, SikTh





Repassando alguns bons lançamentos do heavy metal em 2015:



TILL LINDEMANN & Peter Tägtgren


Lindemann - "Skills In Pills" (2015)













MARILYN MANSON


Marilyn Manson - "The Pale Emperor" (2015)














NILE


Nile - "What Should Not Be Unearthed" (2015)














SIGH


Sigh - "Graveward" (2015)












SIKTH


Sikth - "Opacities" (EP) (2015)













sexta-feira, 8 de março de 2013

RAMMSTEIN





Sempre destaco aqui as bandas que se dedicam a fazer o heavy metal soar de uma maneira completamente nova! Infelizmente, a maioria dos exemplos que mostramos, do presente e do passado, não alcançaram (ou não alcançam) todo o sucesso e reconhecimento que merecem. Uma sina que qualquer artista inovador ou de vanguarda enfrenta.


O excelente RAMMSTEIN pode ser uma exceção. A banda é gigante na Europa, e o mundo já ouviu falar deles. Vêm lotando shows e sendo headliners em grandes festivais há mais de uma década. E, se não é nenhuma iniciante, podemos sim incluí-la numa lista de "novos nomes" (no Rock, em especial, o termo "novo" ganha outras proporções) que passaram a ditar as regras a partir dos anos 90 - com nítida e ousada evolução.


A sonoridade destes alemães não exatamente 'fez escola', até porque a proposta da banda é extremamente única! Popularizaram o "industrial", especialmente no meio fechado do heavy, em que qualquer elemento mais moderno é logo rechaçado. Não foram os primeiros a fazer isso, apenas fizeram de um modo muito próprio, inteligente... germânico.


Sim, várias facetas da banda contribuem para sua singularidade. Imaginem o já referido peso das composições, aliado ao elemento eletrônico/industrial, ao próprio gótico. Tudo com o Rammstein é intenso, violento, apoteótico. Agora, imagine tudo isso com uma inusitada pitada (na verdade, doses cavalares) de pura irreverência e bom humor?


É isso que o Rammstein faz: não se prende a fórmulas, adentra o improvável, junta opostos. Faz uma (positiva) "salada", musicalmente, nas letras (utilizam diversos idiomas, além do preponderante alemão), nos estilos, nos elementos de suas composições... e, se já não fosse criatividade o bastante, a insanidade atinge de forma muito perspicaz os vídeos e os shows da banda! Eis capítulos à parte!


O Rammstein vem fazendo história. Todos os seus discos trazem inovação, todos merecem destaque, cada um com sua importância, algum hit desbravador e provocante, vídeos que chocam, seja pela mensagem contida, seja pelo surrealismo dos clipes, seja por sua beleza. E sempre há a expectativa, acerca do que a banda fará em seguida.

Os anos 90/2000 não trouxeram nada de novo? O Metal continua o mesmo? O RAMMSTEIN aí está, mostrando como usar a música pesada a favor da arte, de todas as maneiras possíveis...



"We're all living in Amerika, coca-cola, sometimes WAR"


http://www.rammstein.de/

http://en.wikipedia.org/wiki/Rammstein