quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

PLAY: Circuit Des Yeux, Converge, Devin Townsend, Idles, Injury Reserve, Mastodon



O torto 2021 chega ao fim, e vamos de último especial, tentando reparar eventuais injustiças e omissões na 'listona' de fim de ano:


CIRCUIT DES YEUX


Mais uma mulher magnânima de nossos tempos, Haley Fohr chega novamente sob a alcunha Circuit Des Yeux, com discografia consolidada, mas em seu disco de maior impacto e ousadia até aqui! Lindeza:


Circuit Des Yeux - "-io" (2021)






CONVERGE & CHELSEA WOLFE


Daquelas parcerias recentes de cair o queixo, se você recentemente se emocionou com o encontro de Cult Of Luna e Julie Christmas, ou do extremo Thou com Emma Ruth Rundle, eis todo o caos do clássico Converge ao lado da sublime Chelsea Wolfe. Disco do ano:


Converge & Chelsea Wolfe - "Bloodmoon : I" (2021)






DEVIN TOWNSEND


Um lançamento do mestre e referência Devin Townsend é sempre um evento. Durante a quarentena, Devin se destacou em lives (registradas em disco) e prometeu muitos álbuns, ao que, em certa altura, duvidávamos que sairiam ainda este ano. Pois saíram logo dois, neste finalzinho de ano, para ainda mergulharmos devidamente nos próximos meses.

Não são os petardos recentes, daqueles entre o caos e a harmonia de "Transcendence" (2016) ou "Empath" (2019), mas muito das habituais experimentações estão lá, voltadas a ambientações e climas que vão do etéreo ao bem humorado:


Devin Townsend - "Snuggles / The Puzzle" (2021)






IDLES


Após discos que já podemos considerar clássicos, de uma das maiores revelações do rock moderno, como "Brutalism" (2017) e "Joy As An Act Of Resistance" (2018), o Idles ainda arranjou tempo de lançar o apagado "Ultra Mono" (2020), durante a pandemia.

Mais uma obra seguida poderia indicar 'mais do mesmo', mas, pelo contrário, ressurgem com toda a potência e criatividade viscerais! Obrigatório:


Idles - "Crawler" (2021)






INJURY RESERVE


Apesar do já ótimo auto-intitulado de 2019, o falecimento precoce do rapper Steppa J. Groggs indicava o fim de um grupo promissor. Ao contrário, Parker Corey e Ritchie 'With A T' se uniram e resolveram criar... criar a ponto de chegar numa aula primorosa de hip hop abstrato e experimental, pesado, mas também acessível.

Estará na maioria das listas de fim de ano e este blog assina embaixo:


Injury Reserve - "By The Time I Get To Phoenix" (2021)






MASTODON


Velho conhecido e dos preferidos da casa, nos últimos anos entregaram um excelente EP, "Cold Dark Place" (2017), b-sides e ótimos projetos paralelos de seus membros. O aguardado novo disco chega meio de surpresa, e entrega Mastodon de sua forma mais pura. Sempre inovador, mas mantendo a essência. Para um dos melhores e mais criativos grupos de metal do século, isso não é pouco.

E não se engane, o disco é duplo, e vale CADA faixa, sem deixar cair em nenhum momento. Incrível:


Mastodon - "Hushed And Grim" (2021)



domingo, 31 de outubro de 2021

PLAY: Divide And Dissolve, Fawn Limbs, King Buffalo, LLNN, Rivers Of Nihil, Why Bother?


Grupos sensacionais e inovadores sempre surgindo na cena metálica mundial:


DIVIDE AND DISSOLVE


A dupla vinda de Melbourne (Australia) conta com Sylvie Nehill na bateria e Takiaya Reed na guitarra, sax e efeitos. Pouco faladas em seus dois primeiros discos, chamam a atenção da cena e já se colocam no topo com o terceiro e mais experimental trabalho até aqui. Muita atenção!


Divide And Dissolve - "Gas Lit" (2021)





FAWN LIMBS

Este grupo americano traz membros que já advinham de grupos caóticos e experimentais, aqui unidos com três grandes e complexos trabalhos em três anos seguidos: todos essenciais!


Fawn Limbs - "Darwin Falls" (2021)





KING BUFFALO

Mais um instigante grupo americano, que poderia ser "só mais um" na cena stoner, mas conseguem fazer aquela junção de prog e psicodelia, de muito peso e personalidade. "Longing To Be The Mountain" (2018) já havia sido destaque, assim como o maravilhoso EP "Dead Star" (2020). Eis que atacam em dose dupla neste 2021:


King Buffalo - "The Burden Of Restlessness" / "Acheron" (2021)





LLNN

Parece repetição, mas eis mais um grupo - desta feita, vindo da Dinamarca - que atinge o terceiro trabalho, evoluindo de modo incrível entre o que seria o doom/sludge e algo do hard/metalcore, de modo bastante único:


LLNN - "Unmaker" (2021)





RIVERS OF NIHIL

Aqui se trata de um grupo extremo americano, já mais conhecido e que já destacamos por aqui, agora chegando a seu quarto álbum. Entretanto, após o marco imposto no excelente "Where Owls Know My Name" (2018), se tornam ainda mais ousados e experimentais neste que também disputa entre os melhores deste ano:


Rivers Of Nihil - "The Work" (2021)





WHY BOTHER?

Aqui vamos ao selo polonês Antena Krzyku, que traz grupos e artistas da vanguarda moderna como Lonker See, Kinsky e Marszalek Pizdudski, e, agora, chega também com o fenomenal Why Bother?

Caos intenso e paranoia dominam um som ímpar. O trio é formado por Bartosz Boro Borowski (vocal, guitarra), Maciej Szkudlarek (guitarras) e Lukasz Kumanski (bateria), com destaque para as participações da cantora/baixista Joanna Kucharska (Lonker See), do músico suíço Louis Jucker (ex-The Ocean), e da incrível brasileira Paula Rebellato (Rakta):


Why Bother? - "Why Bother?" (2021)



segunda-feira, 11 de outubro de 2021

sábado, 9 de outubro de 2021

sábado, 2 de outubro de 2021

REFERÊNCIA: Julius Eastman

Julius Eastman

27/10/1940 - 28/05/1990

Nova York (EUA)



domingo, 26 de setembro de 2021

PLAY: Amon Tobin, Lingua Ignota, Lisa Gerrard, Little Simz, Moor Mother, Papangu



Se falamos do caos de 2021, aqui seguimos com mais algumas pequenas obras de arte:



AMON TOBIN


O genial artista brasileiro lança o sucessor da dupla produção de 2019, "Fear In A Handful Of Dust" e "Long Stories", e que ainda incluiu o incrível projeto Only Child Tyrant. Faltam palavras para descrever até onde pode chegar o som de uma mente tão brilhante dentro da música eletrônica.

Neste mesmo ano, já lançou também o projeto Stone Giants, com o álbum digital "West Coast Love Stories", assim como em 2020 já lançara "The World As We Know It", sob a alcunha Figueroa. Fique atento!


Amon Tobin - "How Do You Live" (2021)





LINGUA IGNOTA


Eis outra mente fantástica da música moderna. Após o caos e a dor de "Caligula", um dos épicos de 2019, Kristin Hayter teve tempo de colaborar com o Sightless Pit e, agora, retornar com um disco ainda mais soturno e complexo, de incursão religiosa, clássica, mas não menos densa e desesperadora:


Lingua Ignota - "Sinner Get Ready" (2021)





LISA GERRARD


Ícone, a voz do Dead Can Dance, juntou-se ao tecladista Jules Maxwell e ao produtor James Chapman (Maps) para liberar esta obra de arte:


Lisa Gerrard & Jules Maxwell - "Burn" (2021)





LITTLE SIMZ


Aqui entra o que falamos, por exemplo, do Black Midi. Para lançar um sucessor de "Grey Area", álbum já clássico de 2019, a jovem rapper teria que atingir um nível ainda mais alto - o que foi plenamente possível para seu talento visceral, no que já é um dos discos do ano para o blog:


Little Simz - "Sometimes I Might Be Introvert" (2021)





MOOR MOTHER


Outra figura da qual não cansamos de falar, Camae Ayewa encontra-se ultraprodutiva, aparecendo nos grupos Black Quantum Futurism e Irreversible Entanglements, além de parcerias sempre instigantes ao lado de nomes como Eartheater, Armand Hammer, Madam Data, Mental Jewelry, Nicole Mitchell, Billy Woods, Pink Siifu e Kevin Martin (The Bug). Desta vez, mais um full length pronto para figurar no topo do ano, como tem sido de costume:


Moor Mother - "Black Encyclopedia Of The Air" (2021)





PAPANGU


Banda brasileira das mais inovadoras, desde a capa ao conceito, trazendo o toque de variedade, caos e inovação típica do que há de mais instigante do heavy moderno e dos grupos extremos mais vanguardistas. Alguns vêm destacando influências do prog rock setentista mais obscuro e do zeuhl a la Magma. Como sempre dizemos, tem que ouvir para tirar suas próprias conclusões. Por aqui, aprovadíssimo:


Papangu - "Holoceno" (2021)



sexta-feira, 17 de setembro de 2021

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

domingo, 12 de setembro de 2021

REFERÊNCIA: Roy Montgomery

Roy Montgomery

1959 - Christchurch (Nova Zelândia)