quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

REFERÊNCIA: Matana Roberts


Matana Roberts
Chicago (EUA)





2013 fica marcado como o ano de grandes lançamentos... de grandes e criativas MULHERES!


Rapidamente, penso na já citada musa Janelle Monáe. Poderia ainda pensar no espetacular "Matangi" da dinâmica cantora M.I.A.. Quem sabe ainda em Karin Dreijer (Fever Ray) à frente do ótimo The Knife. A lista é longa, dentre nomes consagrados a revelações.



E tratarei aqui de quem, talvez a exemplo de Janelle, já pode se encontrar no limiar entre a "revelação", até por ser ainda uma jovem e de seleta discografia... mas também já num alto posto de referência. Principalmente no campo do free jazz.




MATANA ROBERTS sequer acredita que faz exatamente jazz. E classificar essa mente brilhante realmente seria tarefa inglória, além de não ser nossa intenção aqui. Fiquemos com suas próprias palavras, quando disse:

"Tenho raízes no jazz, entendo de onde vem a minha música. Mas, para mim, ela não é jazz. Algumas pessoas empurram esse rótulo para cima de mim, mas acho que fica a cargo do ouvinte decidir como vai chamar aquilo que faço. Na verdade, sou uma experimentalista que de vez em quando usa referências do jazz no trabalho. Não quero fazer nada mais grandioso do que já foi feito. Tudo o que quero é criar um trabalho honesto."




Mas vamos à obra propriamente dita. Se MATANA já é uma referência, em muito se deve ao derradeiro trabalho nestes dois primeiros capítulos (ela promete mais!) da obra-prima COIN COIN.



Inicialmente, em sua primeira etapa, "Coin Coin Chapter One: Gens De Couleur Libres" (2011), conhecemos a história de Marie Thérèse Metoyer, escrava do século XIX, ancestral da própria artista. A partir dessa sua correlação pessoal, e de muita pesquisa, MATANA desconstrói toda uma história que vai da escravidão e libertação dos negros, por todo o histórico de opressão de sua raça, até os dias de hoje.



Relata a própria que:

"My grandfather and his brother were orphans, and they were raised by a collective of different families who lived in that area that were actually blood-related to her. She was the first strong female archetype, outside of my mother and my grandmother, that I was exposed to in a storytelling format – I learned about her before I learned about Harriet Tubman. And my grandfather used to call me Coin Coin for fun."




Em recente visita ao Brasil, ainda contou que:



"Tenho um grande interesse nas questões da escravidão ao longo do mundo e dos direitos humanos, e acho toda essa história das revoltas dos escravos no Brasil profundamente inspiradora para o meu trabalho."







Em 2013, ainda em alta com seu novo e surpreendente passo "Coin Coin Chapter Two: The Mississippi Moonchile" (2013), MATANA se estabelece de vez como referência do free jazz mundial. Álbum por vezes tão ou mais intenso que a primeira jornada de 'Coin Coin', ganhou em dramaticidade e performance com a introdução dos vocais de Jeremiah Abiah. Assim como também agregou em ares performático a suas apresentações.



Não é cedo para afirmar que MATANA ROBERTS é uma das musas do jazz e da música mundial contemporânea!




Matana Roberts - "Coin Coin Chapter Two: The Mississippi Moonchile" (2013)

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

PLAY: Run The Jewels





Feliz Natal ácido com El-P e Killer Mike, "A Christmas Fucking Miracle":









segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

SPECIAL: Mutation, Mutoid Man,
Corrections House





Na verdade, aproveitarei a deixa para falar de alguns SUPERGRUPOS que lançaram grandes discos neste ano de 2013.



O primeiro, logo no título do post, não poderia deixar de ser o MUTATION. Também não por coincidência, o selo de lançamento deste supergrupo é a Ipecac Records, do mestre Mike Patton.



Mas o melhor vem no line up, que quando anunciado prometia contornos épicos. E, de fato, aós o lançamento do disco, percebemos que cumpria fielmente o que prometia! Trata-se nada menos que a reunião do insano Shane Embrury (NAPALM DEATH, Lock Up) com David "Ginger" Walls (The WILDHEARTS), formando a cada faixa um time maravilhoso que, dentre outros, contou com o mítico Mark E. Smith (Líder do THE FALL), além de Jon Poole (CARDIACS), Chris Catalyst (The Sisters Of Mercy) e do mestre do noise japonês MERZBOW.


Ouça sem medo e desconfie das listas de "melhores do ano" que não trouxerem o petardo "Error 500" relacionado - por ter sido lançado no fim do ano, acabou por chamar menos atenção do que realmente merecia. E fiquemos atentos a eventuais novos passos desta banda de deixar os olhos marejados!



Eis, para apreciação, o ótimo clipe de "Gruntwhore":









Outra maravilha foi a porrada lançada pelo MUTOID MAN, que reúne Stephen Brodsky do CAVE IN com o baterista Ben Koller do CONVERGE, e também ALL PIGS MUST DIE. Sim, as bandas envolvidas dão ideia do som seguido, mas não totalmente. Apenas ouvindo a peça para saber que os membros acertaram a mão nessa, fazendo um trabalho por um lado original, de personalidade, e, por outro, à altura de suas bandas de origem!








Por fim, membros de bandas arrastadas e obscuras do porte dos clássicos EYEHATEGOD (Mike IX Williams, vocais) e - do referencial - NEUROSIS (Scott Kelly, guitarras), ao lado ainda de Bruce Lamont (voz e sax do essencial YAKUZA) e do programador Sanford Parker (NACHTMYSTIUM, MINSK), nos levam numa viagem alucinante ao longo do debut "Last City Zero".


Outro provável disco do ano, não só pelo time, mas pelas viajantes, soturnas e pesadas composições, que com certeza o prenderão em agonia no decorrer de toda esta - OBRIGATÓRIA! - audição.



Segue com o perturbador clipe de "Hoax The System", faixa de um single pré-álbum, deste mesmo ano:








Seu ano na busca de novas e ousadas bandas certamente não terá sido completo sem esses 3 grandes lançamentos:




Mutation - "Error 500" (2013)

Mutoid Man - "Hellium Head" (2013)

Corrections House - "Last City Zero" (2013)




https://www.facebook.com/MutationProject
https://www.facebook.com/mutoidman
https://www.facebook.com/CorrectionsHouse




quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

FROM THE HEART: Blind Guardian - "Nightfall In Middle-Earth" (1998)





Toda uma pompa sonora, espécie de marca registrada dos alemães do BLIND GUARDIAN, pode consistir tanto no maior trunfo, como ao mesmo tempo no ponto fraco deste grande grupo metálico.


Explica-se: foi o Blind Guardian que, por meio de bombásticas e até complexas produções e arranjos de suas composições, teve êxito em juntar uma enorme e fiel legião de fãs no âmbito da música pesada e melódica. Ao mesmo tempo, criou-se uma imagem (ora justa, ora apenas preconceituosa), que afasta muitos do som da banda, por tê-la como um grande exagero daquilo que se definiu como um sem graça - e já batido hoje em dia - "power metal melódico".



A meu ver, e como aqui falamos de diversos estilos sem maiores preconceitos, há de se fazer JUSTIÇA ao dividir o histórico do grupo em 3 partes mais ou menos definidas. A fase que vai de seu debut "Batallions Of Fear" (e veja o ano: 1988!), até os festejados "Tales From The Twilight World" (1990) e "Somewhere Far Beyond" (1992), mostram um BG calcado essencialmente num heavy tradicional, já puxado para o lado épico do que se chamou de "power metal". Para um som personalizado, em muito ajudou a característica voz rouca e rasgada do excelente Hansi Kürsch.



Após, o que chamaremos da grande trinca vitoriosa dos alemães, com três clássicos absolutos do estilo, consistindo no auge CRIATIVO do grupo: "Imaginations From The Other Side" (1995), "Nightfall In Middle-Earth" (1998) e "A Night At The Opera" (2002).



Por fim, após mudança na formação (cuja estabilidade era um dos pontos fortes da banda), e certa estagnação produtiva, apenas 2 lançamentos nos últimos 10 anos - e que não vieram mostrar nada de novo. Os sets ainda se baseiam nos clássicos da relativamente recente fase áurea, e as novas composições são perdidas, soam datadas e sem o glamour de outrora.



Logo, feitas as justas críticas, mas também os justos reconhecimentos, o desafio seguinte é escolher um disco para chamar "do coração". Para quem viveu a época, e soube observar as inovações e contribuições do BG ao estilo, fica muito difícil apontar um álbum mais importante. Sem dúvida "Imaginations..." (1996) é dos preferidos, pois reúne ainda um lado mais cru e coeso ao lado épico, não saturando tanto nas melodias.



Mas é "Nightfall In Middle-Earth", o meio-termo até o surreal disco seguinte, que leva nosso título. Abre com a até hoje destaque nas apresentações do grupo, "Into The Storm", e a partir desta faixas todas as demais vão ganhando em refinamento, em memoráveis jogos vocais e coros, cativando mais e mais até a deliciosa e pouco lembrada "A Dark Passage", a seu final.




Claro que vai de cada um saber o quão marcante (ou não) foi o som do BG para si e (certamente) para o Heavy Metal. Mas cabe saber se render ao som do grupo quando fizeram por merecer, assim como cabem as críticas após certa acomodação num heavy já sem atrativos há algum tempo...



Blind Guardian - Nightfall In Middle-Earth (1998)





http://www.blind-guardian.com/

http://en.wikipedia.org/wiki/Blind_Guardian





SPECIAL: Run The Jewels





2013 fica marcado por mais uma grande colaboração de dois representantes do que podemos chamar de um atual vanguarda do hip hop. Agressivo, autêntico e visceral, El-P & Killer Mike atacaram novamente, assumindo o nome de RUN THE JEWELS.


Certamente um dos destaques do ano, que novamente trouxe lançamentos de contornos épicos, a exemplo do forte 2012.


O mais interessante é pensar que dois artistas tão talentosos e criativos podem ainda render muito nos próximos tempos, e a promessa é de novos clássicos - lírica e musicalmente - a exemplo dos já citados "Cancer For Cure" e "R.A.P. Album", que já trato como referências do prolífico estilo.


Run The Jewels - Run The Jewels (2013)








segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

REFERÊNCIA: Herbie Hancock


Herbert Jeffrey Hancock
12/04/1940
Chicago, Illinois (EUA)





"As pessoas têm mania de endeusar os tempos antigos. Sempre ouço a mesma história sobre como eram bons os clubes enfumaçados e as jam sessions que varavam madrugadas. Isso é romântico, mas é mentira. Eram tempos duros para os músicos. As coisas melhoraram bastante. Em termos musicais, o jazz continua tão inovador quanto antes. Você conhece o músico Robert Glasper? Ele é um músico jovem, com pouco menos de 30 anos. É um dos jovens da nova geração que fazem um jazz altamente inovador. Flying Lotus é outro exemplo de jovem que faz um jazz de primeira linha. Gente que não está associada ao jazz, cuja música é difícil de identificar ou rotular, mas que nitidamente tem um espírito de jazz e uma profunda influência do jazz. Ele usa música de várias fontes, mas a mistura que faz é tão improvisada e inventiva que só pode ser jazz."



"A influência do jazz é sua vitalidade e inventividade. O jazz mudou e tem um papel diferente. Muitos músicos de jazz hoje são professores em faculdades de música, ou em colégios, não são mais músicos profissionais. Ao mesmo tempo, o jazz se tornou uma música internacional, não apenas americana. O jazz não morreu, não foi superado e continua tão inventivo quanto antes. O jazz apenas voltou a ser underground, não faz mais parte da cena musical pop."



"As pessoas não querem mais saber da música em si, mas sim de quem faz a música. O público está mais interessado nas celebridades e em como determinado artista é famoso do que na música. Mudou a maneira como o público se relaciona com a música. Ele não tem mais uma ligação transcendental com a música e sua qualidade. Quer apenas o glamour. O jazz não quer fazer parte disso. Sabe por quê? Não se trata de humildade, nem de arrogância, de uma postura “não queremos ser famosos, somos underground”. Nada disso. O jazz é sobre a alma humana, não sobre a aparência. O jazz tem valores, ensina a viver o momento, trabalhar em conjunto e, especialmente, a respeitar o próximo. Quando músicos se reúnem para tocar juntos, é preciso respeitar e entender o que o outro faz. O jazz em particular é uma linguagem internacional que representa a liberdade, por causa de suas raízes na escravidão. O jazz faz as pessoas se sentir bem em relação a si mesmas."



Herbie Hancock



HAMMERS OF MISFORTUNE





Gosto muito das possibilidades do, até certo ponto nebuloso, estilo conhecido como stoner. Estilo que muitas vezes puxa para o doom, se mais sombrio e arrastado... mas cuja contundência, ou "crueza" do peso pode torná-lo sludge, e com algumas viagens mais para o blues, o psicodélico, ou com estruturas pouco usuais, pode mesmo flertar com o progressivo.



Fato é que cada subestilo citado, nessas tênues fronteiras que os separam, revelou nomes e discos históricos para o âmbito da música pesada. Já tratei aqui, por exemplo, da mirabolante proposta do Cathedral, ao longo de uma vitoriosa e exímia carreira. Ou o que dizer do insano e referencial MELVINS? Ou de trabalhos do mais visceral underground metálico, desde o clássico "Blues For The Red Sun" do KYUSS (em sonoridade hoje retomada por bandas como o GHOST, por exemplo), até bandas do porte de Eyehategod, Crowbar, Trouble ou Candlemass. Em última análise, como é óbvio, bateremos lá onde tudo começou, o BLACK SABBATH.




O estilo (ou estiloS), logo, é rico, variado e de possibilidades diversas. Sim, corre-se o risco, como de fato OCORRE, de se tornar saturado pelo excesso de bandas recorrendo a fórmulas batidas, soando muito parecidas, tirando o charme potencial e criativo do segmento. Mas não é disso que trataremos aqui.




Falaremos, finalmente, de uma das bandas que mais vêm acertando a mão, ultrapassando os limites aqui tratados, e se tornando uma jovem e autêntica referência INOVADORA para o Heavy Metal de um modo geral: o excelente HAMMERS OF MISFORTUNE.




Toda a introdução se deve, em especial, ao bom início de carreira desses norte-americanos. Os recomendáveis "The August Engine" (2003) e "The Locust Years" (2006), ou mesmo o debut "The Bastard" (2001), já davam o cartão de visitas dos americanos: um heavy potente, 'gordo', numa linha que já flertava muito com o progressivo.



Para este blog, no entanto, foi no ousado disco duplo "Fields / Church of Broken Glass" (2008) que o grupo atingiu certo nível de excelência. Mais uma vez com a aura eminentemente PROGRESSIVA em destaque, sem deixar de lado dois elementos essenciais: de um lado, aquela "gordura", aquele PESO típicos do estilo; do outro, as MELODIAS em primeiro plano, resultando em composições bombásticas.





Não foi surpresa, portanto, a evolução da banda para o magnífico "17th Street" (2011), onde se mostraram mais maduros, mais soltos (jogos vocais até com uma interessante proposta teatral),  finalmente com uma produção mais acertada, e o melhor, que sempre aqui destacamos: a necessidade de pensar um passo à frente, de serem ORIGINAIS!





Fica proposto, entretanto, novo desafio para estes americanos: superar "17th Street". Fugir de fórmulas e comodismos, e se arriscar cada vez mais com o talento e a veia inovadora sempre presentes na hora de compor, para que possam ocupar a linha de frente do heavy moderno e conquistar o destaque que ainda lhes é (injustamente) negado!




http://hammersofmisfortune.com/

http://en.wikipedia.org/wiki/Hammers_of_Misfortune





domingo, 15 de dezembro de 2013

REFERÊNCIA: Janelle Monáe


Janelle Monáe Robinson
01/12/1985
Kansas (EUA)





Não acredito ser precipitado apontar, desde já, e ainda que apenas em seu 3º álbum oficial (a descontar o já maravilhoso e raríssimo EP de estréia, "The Audition"), JANELLE MONÁE como não apenas musa, mas autêntica referência deste blog.


Afinal de contas, a moça traz em seu som e estilo tudo aquilo que é aqui defendido. Sim, uma dinâmica muito própria e original, aliada a um grande talento, que parece ser nato. E, como mostra em seu 3º álbum, a sagacidade que parece impedi-la de repousar confortavelmente em sua própria fórmula ou estilo.

Eis uma aparente salada musical, que aponta para várias vertentes, sendo ora agressiva, ora suave, e ainda trazendo de forma mais ou menos óbvia desde o soul/r&b, funk e hip hop, passando pelo pop rock e eletrônico... mas que com Janelle, soa coeso e instigante.


Especulando por alto, penso no groove refinado de uma Lauryn Hill, na classe de Norah Jones, ou na insanidade de uma M.I.A, ou ainda na originalidade de uma das referências imediatas de Janelle, Erykah Badu. MONÁE parece ter se consolidado com louvor já acima de nomes tão fortes e anteriores a ela.


Autêntica, originalíssima, perspicaz, sem dúvida está provado que a guria é. Mas volto a um ponto crucial: o senso de não acomodação! Este ano de 2013 fica marcado pelo lançamento do divino "Electric Lady", que responde à pergunta lançada em 2010, quando da explosão da pequena obra-prima "The ArchAndroid". Isto é: para onde essa garota irá agora?


Um disco tão dinâmico e variado poderia apontar para vários sentidos em seu sucessor. O visual retrô poderia até fazer pensar num pop/soul mais clássico, talvez com alguns arroubos típicos da cantora, mas que dificilmente viria a superar seu disco de 2010 - e, talvez, a moça passasse a carreira à sombra daquele possível clássico.


Mas, NÃO. Ao lado de nomes do porte de Prince e da própria Erykah Badu, JANELLE deu o recado: não veio ao mundo para se acomodar, para se contentar com o trivial, o usual. Janelle choca com suas ideias, com seus movimentos, com sua arte! E é com este pedaço sofisticado de uma mente tão ativa que fomos presenteados neste ano que se encerra...



Absoluta!


Janelle Monáe - Electric Lady (2013)







http://www.jmonae.com/

http://en.wikipedia.org/wiki/Janelle_Mon%C3%A1e




sábado, 1 de junho de 2013

SPECIAL: Tricky





Já tratei de como o belíssimo "Maxinquaye" (1995) do TRICKY marcou demais os anos 90, e muitas das vidas dos habitantes daquele tempo, incluindo os deste blog. Mas eis que o próprio Tricky tem plena ciência disso, e assim se declarou no lançamento do novo disco, "False Idols" (2013):


"Of all my records, the majority of people are into Maxinequaye. That's because it was a time and a place. Maxinquaye was a part of their life. Some people say it was the soundtrack to their youth. You can't challenge that. But musically this is a better album. Of course I know that people might not agree with that."



Não se nega a importância histórica de "Maxinquaye", mas em pleno 2013, também é inegável a qualidade e intensidade presentes neste novo lançamento desta grande mente criativa. Revivendo seu auge, sem deixar de lado a introspecção e o poder de suas composições, pinta outro dos discos do ano:



Tricky - "False Idols" (2013)








REFERÊNCIA: Chick Corea

Armando Anthony "Chick" Corea
12/06/1941
Chelsea, Massachusetts (EUA)






"I can't accomplish anything if I'm too serious. To be active and to be productive, to me, is something like fun. And when music is like that, it's the best!"

Chick Corea



http://www.chickcorea.com/




sábado, 25 de maio de 2013

SPECIAL: Explosions In The Sky





"(...) Mas dá para dizer que há um detalhe que une e conecta todos os nossos fãs de carteirinha: eles querem sentir. Se você se permite esse luxo, o mundo se torna mais brilhante, os sons ficam mais refinados e agradáveis, as piadas se tornam mais engraçadas. Essas coisas permitem às pessoas curtir a vida um pouco mais. Então, sim, os fãs hardcore se permitem sentir mais. E sem inibições, amarras. Eles não têm vergonha de se sentir tocados pela música."


Munaf Rayani



http://www.explosionsinthesky.com/

http://en.wikipedia.org/wiki/Explosions_in_the_Sky